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Facebook: um modelo de negócios posto em causa

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Facebook: um modelo de negócios posto em causa

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Mark Zuckerberg, 10 abril 2018:

"Não tivemos uma visão suficientement ampla da nossa responsabilidade e isso foi um grande erro. Foi um erro meu e sinto muito. Eu criei o Facebook, faço a sua gestão e sou responsável pelo que acontece aqui."

Não é a primeira vez que o patrão do Facebook assume responsabilidades e oferece desculpas.

Os últimos dois anos - essencialmente desde a campanha para as presidenciais norte-americanas de 2016 - têm sido conturbados para a rede social, pondo em causa o modelo de negócios da empresa e a sua sustentabilidade.

A 4 de fevereiro, no 14° aniversário do Facebook e ainda antes do escândalo Cambridge Analytica, Mark Zuckerberg admitia que, desde que lançou a rede social com 19 anos de idade, fez "quase todos os erros imagináveis [...], confiando em pessoas erradas e pondo pessoas talentosas nos papéis errados".

Poucos dias antes, afirmava que "o foco em 2018 é garantir que o Facebook não é simplesmente um entretenimento, mas também bom para o bem-estar das pessoas e da sociedade [...], encorajando ligações com significado em vez de consumo passivo de conteúdos".

Zuckerberg garantia que "as mudanças efetuadas reduziram o tempo passado no Facebook em cerca de 50 milhões de horas por dia", ao mesmo tempo que a rede revelada um forte aumento no número de utilizadores ativos em 2017.

Questionado pelo senador republicano Orrin Hatch acerca de "como mantém um modelo de negócios no qual as pessoas não pagam pelo serviço", Zuckerberg responde: "Com anúncios."

Uma fórmula de sucesso, segundo as contas apresentadas pela empresa, que registou um aumento de 47% nos rendimentos totais de 2017, que somaram mais de 40 mil milhões de dólares, quase exclusivamente provenientes de publicidade.

Como definir atualmente o Facebook? À pergunta sobre se "se trata de uma companhia tecnológica ou a maior editora do mundo", Zuckerberg responde: "Sentimo-nos responsáveis pelo conteúdo na nossa plataforma? A resposta é claramente sim, mas isso não é incompatível com, fundamentalmente na nossa essência, ser uma companhia tecnológica na qual a principal coisa que fazemos é ter engenheiros e construir produtos."