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"O jazz está bem, o jazz renova-se, reinventa-se", garante diretor do festival "Jazz à Vienne"

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"O jazz está bem, o jazz renova-se, reinventa-se", garante diretor do festival "Jazz à Vienne"

"O jazz está bem, o jazz renova-se, reinventa-se", garante diretor do festival "Jazz à Vienne"
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O Dia Internacional do Jazz comemora-se a 30 de abril. Existe desde 2011 e foi criado pela Unesco com o impulso de Herbie Hancock. Para nos falar deste dia convidámos Benjamim Tanguy, diretor artistico do "Jazz à Vienne", um dos festivais de jazz mais importantes a nível mundial.

Ricardo Figueira, euronews: "Este deve ser um dia complicado para si, com todas as atividades ligadas a esta comemoração. Como vê o jazz nos dias de hoje?"

Benjamin Tanguy, diretor artístico "Jazz à Vienne": "O jazz está bem, o jazz renova-se, reinventa-se, sendo que a base desta música mantém-se. De qualquer forma, infelizmente, o jazz ainda tem uma presença muito fraca nos meios de comunicação. O jazz representa apenas 0,5% da programação dos média. Há por isso muito trabalho a fazer. Este género de música, infelizmente, ainda tem uma imagem antiga e elitista. Um dia como este ajuda a quebrar esta barreira e a mudar este preconceito.

Ricardo Figueira, euronews: A trigésima oitava edição do "Jazz à Vienne" decorre entre 28 de junho e 13 de julho. Fale-nos dos pontos fortes do festival deste ano.

Benjamin Tanguy, diretor artístico "Jazz à Vienne": "Vai ser uma grande edição, vamos receber 250 artistas. Nós queremos um jazz acessível e não elitista, verdadeiramente popular, no bom sentido do termo. São 15, 16 dias de festival do meio dia até às 3 da manhã sem gastar um cêntimo. Há toda uma programação com entrada livre que representa cerca de 70% de todo o festival e o Antigo Teatro, que é o espaço mais emblemático, tem capacidade para 7500 pessoas e vai receber grandes nomes da música. Nomes como Earth, Wind and Fire Experience, Ron Carter, Avishai Cohen, Selassiou, Imani, Morcheeba, Electro Deluxe, Gregory Porter com o seu projeto sinfónico. Uma programação muito rica e muito variada. O que queremos com este festival é verdadeiramente um jazz acessível e que se cruze com outros estilos de música."

Entrevista na íntegra (em francês):