Última hora
This content is not available in your region

Na Europa para pedir Justiça para ativista assassinada nas Honduras

Access to the comments Comentários
De  Rodrigo Barbosa com EFE
euronews_icons_loading
Na Europa para pedir Justiça para ativista assassinada nas Honduras
Direitos de autor  Daniel Cima/CIDH
Tamanho do texto Aa Aa

Vencedora do prémio Goldman para o Ambiente, a ativista Berta Cáceres, das Honduras, foi assassinada há dois anos, quando combatia um projeto de barragem hidroelétrica que afetaria a etnia Lenca, no seu país de origem.

A filha, que é também a coordenadora-geral do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas das Honduras, iniciou esta segunda-feira em Bruxelas uma digressão de duas semanas pela Europa para pedir "Justiça e verdade" acerca do assassinato da mãe.

Bertha Zúñiga Cáceres, filha de Berta Cáceres:

"Acreditamos que a Justiça, num dos países com maior impunidade do mundo, como são as Honduras, não será obtida por vontade do Estado, um Estado que a criminalizou e perseguiu. Sabemos que, se não mantemos a pressão internacional, o caso pode voltar a ficar-se pela impunidade parcial ou total."

Bertha Zúñiga Cáceres é acompanhada pelo advogado guatemalteco Miguel Ángel Urbina, com o qual vai apresentar uma queixa formal contra o Banco Holandês de Desenvolvimento, um dos financiadores do projeto.

Miguel Ángel Urbina, advogado:

"O banco tinha conhecimento dos ataques contra o povo Lenca e, apesar disso, continuou a financiar a empresa. Por isso, é corresponsável dos ataques ao povo Lenca e da morte de Berta."

Urbina integra o GAIPE, um grupo de peritos internacionais cuja investigação concluiu que a hidroelétrica hondurenha DESA, elementos do próprio governo das Honduras e vários bancos que financiavam o projeto tiveram um papel preponderante na morte da ativista (leia o relatório da investigação neste link).

Atualmente, há nove suspeitos detidos, entre os quais dirigentes da DESA, mas nenhum foi indicado como o possível cérebro do assassinato.