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Palestinianos enterram vítimas dos confrontos

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Palestinianos enterram vítimas dos confrontos

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Decorreu, esta terça-feira o funeral de Layla, a menina de oito meses que morreu, segunda-feira, durante os confrontos entre manifestantes palestinianos e soldados israelitas, perto da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Estado judeu. As autoridades de Saúde de Gaza esclarecem que a sua morte se deveu à inalação de gás lacrimogéneo.

O que fazia uma criança no local onde aconteciam os confrontos é algo que ficará por contar mas que faz parte do dia mais sangrento no conflito israelo-palestiniano, em quatro anos:

"Fui à procura da minha filha e disseram-me que tinha sido levada para o hospital. Fui para o hospital e fiquei a saber que ela tinha morrido", conta Seham Ghandour, a mãe da pequena Layla.

"Eles não tiveram piedade de uma menina, atiraram gás contra ela, mataram-na com gás lacrimogéneo... não têm piedade das crianças nem de qualquer outra pessoa. Ela fez alguma coisa para morrer assim?" - Pergunta Fatma Al Ghandour, tia da bebé morta.

Pelo menos 60 palestinianos morreram nos confrontos de segunda-feira. Mais de 2200 ficaram feridos, muitos atingidos por balas verdadeiras:

"O que aconteceu foi um verdadeiro massacre, segunda-feira recebemos 500 feridos neste hospital, feridos principalmente nos membros inferiores, é 25 vezes mais do que a capacidade do hospital, este é um grande desafio com o qual temos de lidar, principalmente, tendo em consideração o grande número de lesões", explica o médico Ayman Al Sahabany.

Desde 30 de março, altura em que recomeçaram os protestos, morreu mais de uma centena de palestinianos, em Gaza. O início da semana foi, particularmente, complicado pela inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém que coincidiu com o dia considerado da "Catástrofe" pelos palestinianos.