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Pyongyang afirma ter destruído instalações nucleares

Pyongyang afirma ter destruído instalações nucleares
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Os media Estatais norte-coreanos dizem que a Coreia do Norte destruiu dois túneis das instalações onde levou a cabo uma série de ensaios nucleares, num processo cujo objetivo é a redução das tensões na Península da Coreia e que tem lugar depois do anúncio, em abril passado, do fim dos testes nucleares.

Os ensaios nucleares levados a cabo pela Coreia do Norte - seis no total - foram feitos nas instalações de Punggye-ri, que consistem numa série de túneis construídos por debaixo do Monte Mantap, no noroeste do país.

A decisão das autoridades norte-coreanas foi interpretada pela imprensa Ocidental como uma concessão feita ao vizinho do sul e aos Estados Unidos, depois de meses de confronto e retórica.

Pyongyang escolheu um grupo reduzido de repórteres para assistir às operações, que a Coreia do Norte diz "serem a prova de que o país está comprometido com o fim dos ensaios nucleares.

Entre as equipas de jornalistas, encontravam-se meios de comunicação social do Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e Coreia do Sul.

Os trabalhos começaram por volta das 11 da manhã, hora local, com a explosão controlada e o colapso de um túnel e de um ponto de observação.

De acordo com a agência noticiosa Estatal norte coreana, a KCNA, a explosão dos túneis deu-se sem qualquer problema, sem que tenha havido fugas de material radioativo ou qualquer incidente que possa vir a ter impacto ambiental na região.

Seul e Pequim vêm com bons olhos a iniciativa

A medida foi bem recebida por Seul. A Coreia do Sul descreveu a operação levada a cabo pelas autoridades norte-coreanas como "o primeiro passo significativo para a total desnuclearização, de acordo com a declaração de intenções da Coreia do Norte, incluindo durante a cimeira das Coreias."

Os media sul-coreanos descreveram com detalhe as explosões no Monte Mantap. Indicaram também que outras instalações foram também destruídas, incluindo um ponto de observação. A operação durou, conta a Yonhap, agência de notícias sul-coreana, cerca de cinco horas.

O vizinho chinês disse que a decisão demonstra o "compromisso de Pyongyang e a possibilidade de consolidar o apaziguar de tensão necessária para um acordo político na Península." A China é o principal aliado da Coreia do Norte.