Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Será a energia nuclear solução para a independência energética de Portugal?

central nuclear de Asco I, ao centro, vista perto de casas na pequena cidade de Asco, Espanha, na terça-feira, 15 de abril de 2008.
central nuclear de Asco I, ao centro, vista perto de casas na pequena cidade de Asco, Espanha, na terça-feira, 15 de abril de 2008. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Ana Filipa Palma
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Portugal tem apostado nas energias renováveis, destacando-se na União Europeia. Paralelamente, a Comissão Europeia pretende investir na investigação sobre tecnologias nucleares. A Euronews falou com um especialista sobre a possibilidade da energia nuclear ser um complemento no contexto português.

A energia nuclear tem sido apontada pela União Europeia como uma alternativa sustentável para alcançar a neutralidade climática. Contudo, nem todos os Estados-Membros estão seduzidos pela ideia.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ainda esta terça-feira, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no seu discurso na cimeira nuclear organizada pela França e pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Paris, referiu que " a Europa cometeu um erro estratégico ao afastar-se de uma fonte de energia fiável e acessível, com baixas emissões."

Von der Leyen anunciou ainda que irá mobilizar 200 milhões de euros para a energia nuclear , num momento em que crescem as preocupações da Europa com a sua dependência das importações de petróleo e gás, após os ataques dos EUA e Israel ao Irão.

Nos anos 1990, a UE dependia da energia nuclear para um terço da produção da sua eletricidade, mas agora "essa participação está próxima de 15%", afirmou Ursula von der Leyen.

Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen e Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), na Cimeira de Energia Nuclear em Paris. 10 março 2026
Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen e Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), na Cimeira de Energia Nuclear em Paris. 10 março 2026 AP Photo

Portugal não tem produção nuclear nem reatores, e a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em novembro do ano passado, manifestou-se contra, assegurando que “não é adequada para um país como Portugal”, segundo noticiou o Jornal Económico.

Maria da Graça Carvalho defendeu ainda que, sem tecnologia de produção própria, como a de países como Espanha ou França, a produção deste tipo de energia é muito cara e a eletricidade renovável continua a ser “mais simples e mais barata.”

Em entrevista à Euronews, Bruno Soares Gonçalves, presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, contra-argumentou, lembrando que, antes de tomar qualquer decisão sobre o uso da energia nuclear, é necessário avaliar quais são as soluções que o país tem para garantir “energia barata”, tendo em conta “as perspetivas de consumo para os próximos anos”.

Sobre as declarações de von der Leyen, o físico destaca a relevância do reconhecimento da importância da energia nuclear para a soberania energética e para a descarbonização, mas lamenta que "seja necessário chegarmos ao ponto a que chegámos hoje para a Europa começar a reconhecer o erro estratégico de reiteradamente ao longo de anos ter desinvestido na energia nuclear", diz.

Bruno Soares Gonçalves lembra que a falta de investimento nesta alternativa energética contribuiu para a "perda de conhecimento e competências" e que países como a China "estão nitidamente à frente nesta corrida para o nuclear de nova geração."

A transição energética tem sido um tema amplamente debatido, e os desafios e as dúvidas quanto ao melhor caminho continuam em foco.

Bruno Soares Gonçalves, presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e responsável pelo Grupo de Engenharia e Integração de Sistemas do IPFN
Bruno Soares Gonçalves, presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e responsável pelo Grupo de Engenharia e Integração de Sistemas do IPFN Instituto Superior Técnico

Portugal podia apostar na energia nuclear?

Para Bruno Soares Gonçalves Gonçalves, as soluções podem passar pela complementaridade de várias formas de produção de energia. “Tanto pode passar por renováveis, baterias e gás para garantir a disponibilidade”, como também “por renováveis, mais nuclear, compensada com as barragens”, argumenta.

“Não há uma solução única. As renováveis existem e estão lá. Podemos discutir a dependência que existe atualmente da China, que produz mais de 80% dos painéis solares, mas, tirando essa dependência, elas [as renováveis] fazem parte do portefólio. Não podem é ser a única fonte”, defende.

O investigador considera necessário que o Governo realize um “Estudo de Custos Totais do Sistema” para definir o caminho.

Em outubro do ano passado, o secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, à margem do Portugal Renewable Energy Summit 2025, anunciou que esta análise dos custos do sistema elétrico seria feita este ano. “É importante ver o sistema como um todo e não apenas o valor unitário de integração ou de construção de cada uma das fontes de energia na rede”, defende o físico.

“Penso que, à semelhança do que tem acontecido noutros países, as soluções para o nuclear são competitivas, mas é preciso antecipar”, afirma Bruno Soares Gonçalves.

Segundo o Eurostat, num relatório publicado no final de janeiro deste ano, em 2024, os 12 países da UE com produção de eletricidade nuclear geraram 649 524 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade, o que representa um aumento de 4,8% em relação a 2023.

As centrais nucleares representaram 23,3% da produção total de eletricidade na UE.

Eurostar
Eurostar Produção bruta de eletricidade nuclear na UE, 2024

França é o maior produtor nuclear da UE. A Alemanha foi, até 2021, um dos grandes produtores, mas encerrou a sua produção de energia nuclear em abril de 2023.

Nuclear requer investimento elevado

Bruno Soares Gonçalves reconhece que, se o executivo português quisesse começar a incluir a produção nuclear no seu portefólio energético, o processo seria demorado, exigindo legislação e formação especializada.

“O nuclear exige um grande investimento de capital inicial, e essa é também uma diferença face às renováveis”, afirma. “Nos Emirados Árabes Unidos demorou cerca de 12 anos até terem o primeiro reator construído”, relembra, salientando o elevado investimento realizado.

Contudo, para o investigador, “não basta dizer que as renováveis são baratas de instalar, porque muitas vezes essa afirmação aponta apenas para o chamado custo nivelado de eletricidade, que corresponde essencialmente ao custo de instalação.”

A longevidade dos dispositivos geradores ou armazenadores de energia é também um dos fatores a considerar. “As renováveis eólica e solar têm um tempo de vida de cerca de 20 anos, enquanto uma central nuclear atual pode operar durante 40, 60 ou até 80 anos”, realça.

Por outro lado, “o nuclear tem uma vantagem: providencia eletricidade, em média, 90% do tempo”. Ou seja, “o fator de capacidade de uma central nuclear é de 90%”, um coeficiente de firmeza que, esclarece, “nas energias renováveis é bastante inferior.”

A energia firme permite garantir a disponibilidade de eletricidade quando necessário, “o que pode ter sido um dos problemas durante o apagão que tivemos no ano passado”, relembra.

“É importante conseguirmos ter uma energia que não seja intermitente, que não dependa de fatores atmosféricos”, explica. “Em Portugal, o fator de capacidade da eólica é da ordem de 22% a 24%; o da solar, de 17%, porque, obviamente, à noite e muitas vezes também durante o dia não há sol”, compara.

Na cimeira do nuclear, de terça-feira, a presidente da Comissão Europeia anunciou que pretende "estimular o desenvolvimento de pequenos reatores nucleares" e que essa "nova tecnologia esteja operacional no início da década de 2030", disse ela.

O presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear disse que "certamente é mais fácil começar por um investimento em SMR [Small Modular Reactors, em inglês] que permite uma construção mais rápida, com custos de capital mais baixos" e, a partir daí, ir escalando o investimento de forma faseada.

"Mas para o fazer será necessária a criação de um regulador para o qual poderíamos aprender com a experiência de Espanha. Não será certamente algo para amanhã, mas havendo vontade e trabalhando o contrato social com a população, sem o qual a aceitação desta tecnologia será muito difícil, seria certamente possível ter um reator operacional em 8-10 anos, alguns anos a mais se estivéssemos a falar de um reator de grandes dimensões", lembra.

O físico lembrou ainda que, mesmo que Portugal "não opte por ter energia nuclear", devia procurar estar envolvido de outra forma. "Por exemplo, na produção de componentes, ou até a produção de sal purificado para os reatores de sais fundidos, uma das soluções que se tem vindo a afirmar como promissora", destacou.

“Fusão nuclear”: simular o Sol pode ser a esperança do futuro

A descarbonização é uma das grandes metas da União Europeia até 2050. No âmbito do Pacto Ecológico Europeu, a região pretende atingir a neutralidade climática.

“A energia nuclear, considerando todo o ciclo de vida, é a forma de produção de energia com menos emissões de CO2: cerca de 5 a 6 gramas por kWh”, afirma Bruno Soares Gonçalves.

Os reatores atuais funcionam com base na fissão nuclear, mas vários projetos na área da fusão nuclear têm sido desenvolvidos, que poderá ser mais vantajosa por não emitir CO2, embora ainda não produza eletricidade comercialmente.

Na “fissão”, utilizam-se átomos pesados, como urânio e plutónio, que são divididos, libertando energia que se converte em calor e, posteriormente, em eletricidade. Já na “fusão”, juntam-se núcleos de átomos leves, como deutério e trítio.

Bruno explica que este processo tenta replicar o que acontece no interior do Sol, através da fusão por confinamento magnético, com o aquecimento do plasma, que envolve temperaturas na ordem dos 150 milhões de graus Celsius.

“O objetivo final é aquecer água para produzir vapor e fazer girar uma turbina. É uma forma muito elaborada de aquecer água”, diz, sorrindo.

Vantagens e desafios

A "fusão" promete energia descarbonizada, com combustível abundante e baixos níveis de resíduos radioativos. No entanto, o trítio — um dos combustíveis — tem uma meia-vida de 12,6 anos, o que dificulta a disponibilidade. “Se eu hoje tiver um quilo de trítio, daqui a 12,6 anos tenho meio quilo e daqui a 25,2 anos já só tenho 250 gramas, o que não é brilhante como escolha de combustível”, comenta. “E por isso, não há muito trítio no planeta”, conclui.

Em setembro de 2025, a Comissão Europeia lançou uma proposta de “Programa de Investigação e Formação” da Euratom 2028-2032 para o próximo orçamento de longo prazo. A proposta destina-se à investigação e formação na área da fusão nuclear.

A par com outros projetos europeus como o Fundo Europeu de Competitividade (FEC) e o “Horizonte Europa”, procura-se investir mais no desenvolvimento nesta fusão.

A União Europeia pretende que este programa mantenha a liderança da Europa a nível mundial, acelerando a investigação.

O presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, unidade de investigação do Instituto Superior Técnico, considera o investimento em investigação muito importante e relembra que países como os Estados Unidos da América e a China já têm um passo à frente.

“A China tem feito um forte investimento também em fusão nuclear. Neste momento está a construir um reator de grandes dimensões que entrará em funcionamento no próximo ano , denominado BEST, que tem como objetivo testar e qualificar componentes de grandes dimensões para um futuro reator de fusão nuclear para demonstração da produção de eletricidade. E estão a avançar muito rapidamente”, comenta.

Portugal, tal como todos os países europeus, faz parte do Programa Europeu de Fusão Nuclear, que centra a sua atividade no desenvolvimento do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER), que está a ser construído no sul da França, mais especificamente no centro de investigação de Cadarache, para a inauguração em 2034, e na investigação, através do Consórcio EUROfusion.

“O ITER quer produzir 10 a 20 vezes mais energia do que aquela que consome. E aí já conseguem produzir mais energia. Ainda não vão produzir eletricidade, mas vão demonstrar que as tecnologias, como um todo, conseguem produzir energia e sustentá-la por um tempo significativo”, explica Bruno Soares Gonçalves.

“Existem outros projetos e há muito investimento, sobretudo privado, nos Estados Unidos da América. Existem também outras máquinas que prometem obter resultados significativos nos próximos anos, igualmente com o objetivo de produzir mais energia do que aquela que consomem”, relembra.

Nuno Loureiro, o físico português assassinado nos Estados Unidos da América, dirigia um laboratório do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts, era especialista em energia de fusão e acreditava que, em poucos anos, iria haver muitos desenvolvimentos.

Bruno Soares Gonçalves defende, assim, que “faz sentido investir na fusão nuclear”, pois a expectativa é de que se consiga “produzir energia a preços competitivos e com combustível abundante.”

Bruno Soares Gonçalves
Bruno Soares Gonçalves Instituto Superior Técnico

Medos e mitos

Em relação aos receios e “mitos urbanos” associados ao nuclear, Bruno defende que é importante “fazer uma discussão baseada em factos.”

Um dos argumentos utilizados contra a produção de energia nuclear prende-se com o facto de Portugal estar numa zona sismológica, sendo Fukushima frequentemente citado como exemplo.

“Todas as centrais japonesas, incluindo a de Fukushima, pararam automaticamente e de forma segura quando ocorreu o sismo. O que aconteceu foi que houve um tsunami, e os muros de contenção da central, com 9 metros de altura, ficaram abaixo da altura da onda, que atingiu cerca de 15 metros. E os geradores auxiliares que deviam manter o arrefecimento do reator estavam nas caves e ficaram submersos. A causa do acidente foi, sobretudo, o mau dimensionamento do muro de contenção e o posicionamento dos geradores auxiliares”, contou.

Bruno sublinha que “se aprendeu muito com Fukushima” e que a investigação e o desenvolvimento das tecnologias levaram a uma regulamentação muito mais rigorosa.

Central nuclear de Fukushima Daiichi, danificada por um grande terramoto e tsunami em 11 de março de 2011, vista do porto pesqueiro de Ukedo, na cidade de Namie
Central nuclear de Fukushima Daiichi, danificada por um grande terramoto e tsunami em 11 de março de 2011, vista do porto pesqueiro de Ukedo, na cidade de Namie AP Photo

Já Chernobyl “era um reator que não tinha edifício de contenção”, o que “não é representativo dos reatores atuais.”

Quanto aos resíduos radioativos, Bruno Soares Gonçalves reconhece que “são resíduos perigosos”, mas sustenta que, atualmente, “sabe-se como devem ser geridos.”

“O primeiro mito é que a quantidade é astronómica”, afirma, comparando: “Se toda a eletricidade que consumir ao longo de 80 anos fosse produzida com base em energia nuclear, os resíduos caberiam em um terço de uma lata de refrigerante. Se fosse norte-americano, precisaria da lata inteira, porque consomem 2,7 vezes mais eletricidade do que nós.”

“O segundo mito é que os resíduos não são tratados e são abandonados, como um líquido viscoso verde, à semelhança do que aparece nos Simpsons, o que não corresponde à realidade”, assegura.

Explica que os resíduos passam por um processo de arrefecimento e são depois armazenados em contentores sólidos de betão e metal, podendo permanecer nas instalações da central ou seguir para deposição geológica profunda.

Será que faltam muitos anos?

“Se perguntar às empresas privadas que estão nos Estados Unidos da América, algumas vão dizer que faltam poucos anos”, responde o presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear.

“Pessoalmente, tendo em conta os desafios que ainda temos de enfrentar, ainda temos alguns anos de desenvolvimento pela frente. Diria que estamos entre 10 e 20 anos de ter o primeiro protótipo a produzir eletricidade para a rede”, afirma.

Parece muito tempo, mas duas décadas passam a correr. Basta pensar que, no início dos anos 2000, a energia eólica em Portugal ainda estava numa fase inicial e que o grande crescimento aconteceu sobretudo entre 2005 e 2012, período em que foi instalada a maioria dos parques eólicos. Hoje, o país está na liderança europeia na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis.

A grande alavanca foi investir. Bruno Soares Gonçalves acredita que investimento atrai mais investimento.

“O processo pode ser acelerado se houver mais investimento e, por isso, também é importante que os governos invistam em investigação, em materiais e em talento”, apela.

“O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, que eu lidero, participa ativamente no Programa Europeu de Fusão Nuclear. Temos projetos no ITER e uma participação bastante significativa no Programa de Fusão. Celebrámos, no ano passado, 100 milhões de euros em contratos do ITER com a indústria portuguesa”, diz, orgulhoso.

Portugal coloca-se, assim, no quinto fornecedor europeu do ITER. “Somos os maiores dos pequeninos”, ri-se. “À nossa frente temos Espanha, França, Itália e Alemanha.”

Jornalistas no ITER em Saint-Paul-les-Durance, sul da França, quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025.
Jornalistas no ITER em Saint-Paul-les-Durance, sul da França, quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025. AP Photo

Perante as boas notícias neste campo, Bruno acredita que os sucessivos governantes têm “medo político” de promover uma discussão sobre o tema e que, por outro lado, o tempo de investimento necessário para obter resultados é superior aos ciclos políticos.

“Os resultados vão para além de um ciclo político e, obviamente, requerem investimento. O que nós assistimos é, sobretudo, a investimentos rápidos, que possam ser visíveis, inaugurados e com corte de fita o mais rapidamente possível, mantendo um conjunto de atores razoavelmente satisfeitos em tempo útil”, critica.

O físico aguarda o estudo que o Governo prometeu para este ano, mas também receia que as tragédias associadas às tempestades, que causaram muitos danos na rede, possam influenciar o prometido. “Não sei exatamente se ainda estará nas prioridades”, conclui.

O debate sobre o nuclear parece avançar a nível europeu, mas em Portugal parece estar mais estagnado e a decisão de incluir, ou não, no portefólio português poderá não ser para hoje.

A Euronews tentou obter declarações do Ministério do Ambiente e Energia sobre o posicionamento de Portugal quanto ao tema, mas, devido a compromissos relacionados com o plano de resposta à catástrofe PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência), não foi possível obter esclarecimentos.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Portugal lidera UE com mais de 80% da eletricidade consumida em janeiro a vir de fontes renováveis

Tribunal da UE decide futuro de mina de lítio em Portugal e energia limpa

Será a energia nuclear solução para a independência energética de Portugal?