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Mariano Rajoy rejeita realizar eleições antecipadas

Mariano Rajoy rejeita realizar eleições antecipadas
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O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, diz que a moção de censura apresentada pelo PSOE (centro-esquerda), a maior força de oposição ao Governo conservador do Partido Popular, é uma má iniciativa para o futuro de Espanha, pois atenta contra a estabilidade nacional e prejudica a recuperação económica.

A decisão dos socialistas surge depois de conhecida a sentença contra o Partido Popular no chamado Caso Gürtel, considerado como a maior rede de corrupção institucional da história da democracia espanhola, desde a Transição de 1976.

O própio PP foi condenado a pagar uma multa de quase 250 mil euros, ao considerar o tribunal que o partido lucró com as práticas ilegais de vários dos seus membros, incluindo o antigo tesoureiro, Luís Bárcenas.

Para Mariano Rajoy, a moção não passa de uma defesa dos interesses do líder do PSOE, Pedro Sánchez, que procura "um lugar na política espanhola."

O presidente do Governo espanhol diz que o líder dos socialistas não tem a autoridade moral para apresentar uma moção de censurs e que apenas tem o objetivo de ser líder de um Executivo a "qualquer preço e como tiver de ser."

Rajoy fazia alusão à necessidade da parte do PSOE em conseguir apoios junto dos antissistema de esquerda do Podemos e dos grupos nacionalistas e independentistas.

"Qualquer Governo constituído com este tipo de apoios é inviável, algo que o senhor Sánchez sabe, mas que não lhe importa."

Para Rajoy, nem ele nem o seu Governo perderam credibilidade perante os espanhóis depois de conhecida a sentença por corrupção do Caso Gürtel, pelo que não predente abandonar o mandato, porque beneficia o "interesse geral."

O presidente do Governo encontra-se no poder em minoria desde 2016. Conseguiu que fosse aprovado o projeto do Orçamento de Estado para 2018 esta semana na câmara baixa - Congresso dos Deputados - dos "melhores dos últimos anos," depois da dura crise económica atravessada por Espanha.

O projeto aguarda agora a passagem pelo Senado - câmara alta.

Referiu ainda que a moção de censura surge quando ainda não se resolveu a questão da Catalunha, região autónoma onde o Executivo assumiu a gestão regional, ao amparo do Artigo 155 da Constituição, depois do referendo considerado ilegal pela Justiça, em 2017.

Rajoy disse também que o Partido Popular vai recorrer da sentença, porque o não eram conhecidos os factos, para além de que os tribunais não se referiram ao Governo de Espanha.