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Governo do Ruanda defende patrocínio de €35M ao Arsenal de Londres

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De  Francisco Marques
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Ruanda vai ser um dos patrocinadores dos "gunners" em 2018/19
Ruanda vai ser um dos patrocinadores dos "gunners" em 2018/19   -   Direitos de autor  Twitter/ @Arsenal

Um apelo ao turismo no Ruanda vai surgir na próxima época futebolistica na manga esquerda dos jogadores do Arsenal de Londres. Tanto na primeira equipa masculina, como nos sub-23 e na equipa feminina dos "gunners."

O patrocínio terá uma duração de três anos, num negócio avaliado em quase 35 milhões de euros e está a gerar muitas críticas ao governo do Ruanda por parte de ativistas e de alguns dos doadores de um dos países mais pobres do mundo.

O governo do Ruanda desvaloriza a polémica e defende o investimento, que no terá sido aprovado pelos legisladores.

Os fundos terão vindo exatamente do setor do turismo, o mais rentável dos investimentos externos no país.

"As doações de ajuda ao país são específicas e tidas muito em conta no Ruanda", garantiu o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros.

O presidente do Ruanda, Paul Kagame, é também um confesso adepto do Arsenal, clube que se prepara para entrar numa era desportiva na Primeira Liga inglesa.

Os "gunners" terminaram uma longa era com o francês Arsène Wenger no clube e acabam de contratar para treinador o espanhol Unay Emery, ex-Paris Saint Germain, Valência e Sevilha.

O objetivo do governo do Ruanda com este negócio é promover o mesmo turismo que o financiou e duplicar as receitas do setor de 404 milhões para 800 milhões de dólares até 2024, lê-se num comunicado divulgado esta semana.

O negócio foi efetuado através do Gabinete da Convenção do Ruanda, uma subsidiária da Administração de Desenvolvimento do Ruanda e é destacado como o primeiro parceiro oficial nas mangas do arsenal.

O governo inclui o negócio com o Arsenal no plano Visão2050 e do EDPRS II para melhorar as infraestruturas de um país que é já classificado pela Associação Internacional de Congressos e Conveções como o terceiro país mais popular em África para este tipo de eventos.

Os críticos apontam o dedo também ao Arsenal por aceitar mais de 30 milhões de euros de um país com um alto índice de pobreza.