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Maria Sole, decana da família Agnelli, morreu aos 100 anos

Maria Sole Agnelli
Maria Sole Agnelli Direitos de autor  GREGORIO BORGIA/AP
Direitos de autor GREGORIO BORGIA/AP
De Euronews
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Presidente da Câmara de Campello sul Clitunno durante dez anos e grande apreciadora de equitação, era um dos membros mais influentes da família fundadora da FIAT.

Maria Sole Agnelli, irmã do histórico patrão da FIAT Gianni Agnelli (1921-2003), senadora vitalícia e oficial do Exército Real, morreu aos 100 anos de idade.

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Maria Sole Agnelli, figura proeminente da família de Turim, foi presidente da Câmara de Campello sul Clitunno de 1960 a 1970, distinguindo-se por uma eleição extraordinária obtida com um vasto consenso popular, apesar da ausência de uma campanha eleitoral tradicional. Numa altura em que a presença de mulheres nas instituições era ainda rara, a sua figura representou um equilíbrio entre o prestígio da tradição aristocrática e um compromisso cívico concreto.

Influência na família Agnelli

Maria Sole Agnelli ocupava também uma posição de destaque na Giovanni Agnelli B.V., a empresa registada nos Países Baixos que serve de "cofre" da dinastia e controla a holding Exor. Com uma quota estimada entre 11,2% e 12,3%, o seu ramo familiar é o segundo mais influente depois do de John Elkann com a empresa Dicembre, ultrapassando mesmo as participações dos ramos de Umberto Agnelli e dos Nasi. Esta posição garantiu-lhe um peso decisivo nas decisões estratégicas do grupo, que gere ativos globais como a Ferrari, a Stellantis e a Juventus.

Em termos de ativos, a participação de Maria Sole traduziu-se em enormes fluxos de caixa provenientes dos lucros das filiais. Só em 2025, mais de 6 milhões de euros de cupões diretos foram atribuídos à holding graças aos dividendos. A gestão desta enorme fortuna e a representação nos órgãos sociais são agora partilhadas com o seu filho Eduardo Teodorani Fabbri, assegurando a continuidade de um legado económico que continua a ser um pilar fundamental do capitalismo europeu.

Compromisso com o património paisagístico

No final da sua década administrativa, optou por não se recandidatar, preferindo regressar à vida privada e às suas grandes paixões, mantendo sempre uma ligação profunda e respeitosa com a comunidade local e as instituições da Úmbria.

Durante o seu mandato, a ação administrativa centrou-se na modernização de uma zona com forte vocação agrícola, através da melhoria da rede viária e dos serviços públicos essenciais, como a construção de escolas. De grande importância foi a sua visão clarividente na proteção do património paisagístico, em especial para a preservação das famosas Fonti del Clitunno.

Esta abordagem permitiu lançar as bases de um turismo de qualidade, orientado para a valorização das riquezas históricas e da excelência culinária do Vale da Úmbria, integrando a preservação do património cultural com o desenvolvimento económico da região.

Paixão pela equitação

Paralelamente à sua atividade pública, Maria Sole Agnelli distinguiu-se ao mais alto nível no setor equestre, gerindo com sucesso um dos mais prestigiados estábulos da Itália pós-Segunda Guerra Mundial. A sua experiência na criação e treino de cavalos puro-sangue encontrou o seu maior reconhecimento internacional durante os Jogos Olímpicos de Munique de 1972, onde o cavalo Woodland ganhou a medalha de prata. Este feito desportivo selou uma vida dedicada à excelência, capaz de combinar naturalmente o amor pela natureza e pelos animais com uma visão de gestão rigorosa e vencedora.

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