Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Emmanuel Macron chama "France Libre" ao futuro porta-aviões francês

Novo porta-aviões, "France libre
Novo porta-aviões, "France libre Direitos de autor  Capture d'écran d'une vidéo Agence France-Presse
Direitos de autor Capture d'écran d'une vidéo Agence France-Presse
De Sophia Khatsenkova
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Num contexto de tensões internacionais crescentes, Paris investe 10 mil milhões de euros para se manter entre as grandes potências militares.

O futuro porta-aviões da Marinha francesa chamar-se-á "France Libre", ou "França Livre", numa tradução literal. Emmanuel Macron anunciou o nome deste navio de nova geração na quarta-feira, durante uma visita às instalações do Naval Group em Indret, perto de Nantes, onde a construção está a começar.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Concebido para substituir o Charles de Gaulle, atualmente o único porta-aviões de França, este novo navio de guerra deverá entrar ao serviço em 2038.

Com este projeto, a França pretende confirmar as suas ambições marítimas num contexto internacional marcado por tensões crescentes.

Um navio de dimensões sem precedentes

O futuro porta-aviões terá uma dimensão diferente do seu antecessor. Com cerca de 300 metros de comprimento e quase 80.000 toneladas de peso, terá quase o dobro do tamanho do Charles-de-Gaulle.

O navio poderá transportar cerca de quarenta aviões, incluindo aviões de combate e drones, e será equipado com três catapultas eletromagnéticas, em vez das duas atuais. Esta modernização permitirá otimizar as operações aéreas a bordo.

Um grande projeto estratégico e industrial

Equipado com duas caldeiras nucleares, o porta-aviões poderá operar durante longos períodos sem reabastecimento.

A sua construção, estimada em cerca de 10 mil milhões de euros em vinte anos, é um grande projeto industrial que mobiliza vários milhares de postos de trabalho.

Atualmente, apenas dois países no mundo possuem porta-aviões com propulsão nuclear: os Estados Unidos e a França.

Outras potências, como a China e a Índia, utilizam sistemas de propulsão convencionais.

Um símbolo de poder num contexto de tensão

Ao escolher o nome "France Libre", Emmanuel Macron coloca este futuro navio na continuidade das grandes figuras da história francesa, como os anteriores porta-aviões Charles de Gaulle, Clemenceau ou Foch.

Esta escolha surge numa altura em que o presidente francês insiste, desde há várias semanas, na necessidade de reforçar as capacidades de defesa do país.

"Para sermos livres, temos de ser temidos e, para sermos temidos, temos de ser poderosos", afirmou recentemente durante o seu discurso de março sobre a dissuasão nuclear.

O chefe de Estado francês fez também numerosas declarações sobre questões marítimas, nomeadamente no contexto das tensões no Médio Oriente e das perturbações no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio mundial.

Desafios tecnológicos e geopolíticos

O futuro porta-aviões apoiar-se-á em parte em tecnologias desenvolvidas no estrangeiro, nomeadamente as catapultas eletromagnéticas fornecidas pela empresa americana General Atomics.

Esta escolha levanta questões de soberania industrial num contexto internacional marcado por tensões acrescidas.

A construção do casco do navio deverá começar em Saint-Nazaire em 2031, marcando uma nova etapa neste projeto a longo prazo.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

França poderá juntar-se às escoltas de navios em Ormuz quando a situação estiver "mais calma", Macron

Macron diz ao presidente iraniano que é "inaceitável" que França tenha sido alvo de ataques

Emmanuel Macron chama "France Libre" ao futuro porta-aviões francês