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Cancros da mama com deteção precoce poderão dispensar quimioterapia

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Cancros da mama com deteção precoce poderão dispensar quimioterapia

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Milhares de mulheres podem vir a abdicar do recurso à quimioterapia após a remoção do cancro da mama que tenha sido diagnosticado de forma precoce.

Esta é a conclusão do estudo TailorX, apresentado esta semana em Chicago, que envolveu mais de dez mil pacientes desde 2006. A investigação assentou no uso de um teste de 21 genes, chamado Oncotype Dx, que prevê a probabilidade de reincidência e no qual a pontuação registada definia a prescrição ou não da quimioterapia.

Para as doentes com mais de 25 pontos era recomendada essa abordagem terapêutica, enquanto quem tivesse menos de 10 estava dispensada. Já em relação às mulheres que tiveram entre 11 e 25 pontos, houve uma seleção aleatória de quimioterapia ou terapia hormonal, que acabou por não registar diferenças significativas entre os dois grupos.

"As mulheres com um resultado intermédio no teste, que é o maior grupo neste estudo, podem agora ser tratadas em segurança apenas com terapia hormonal e não precisam de quimioterapia. Essa era a incógnita e agora temos provas definitivas de que elas não precisam dessa terapia", afirmou Richard Schilsky, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

Perante os resultados deste ensaio clínico, cerca de 70% das doentes diagnosticadas com a forma mais comum de cancro de mama poderão vir a evitar com segurança os efeitos potencialmente tóxicos da quimioterapia.

Os especialistas acreditam que o TailorX venha a ter um grande impacto entre médicos e pacientes. O cancro da mama é o mais mortífero a nível mundial entre as mulheres, com todos os anos a serem registados 1 milhão e 700 mil novos casos e cerca de meio milhão de mortes.