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Amnistia Internacional denuncia "potenciais crimes de guerra" em Raqqa

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Amnistia Internacional denuncia "potenciais crimes de guerra" em Raqqa

Amnistia Internacional denuncia "potenciais crimes de guerra" em Raqqa
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"Em Raqqa, testemunhámos um nível de destruição não comparável com nada do que vimos em décadas de cobertura do impacto das guerras".

É desta forma que a Amnistia Internacional descreve e condena, no último relatório os raides aéreos das forças da coligação britânica, francesa e americana sobre a cidade síria.

A organização tem pedido explicações aos ministérios da defesa dos três países, sem resultados. O investigador Benjamin Walsby, afirma:

“Não vemos qualquer razão militar ou de segurança para eles não nos dizerem os locais, os objetivos e as cargas explosivas que lançaram. Se é verdade que esses ataques estão em total conformidade com o direito internacional humanitário, então não têm nada a esconder. Porque é que escondem informação? Nós queremos transparência. Também queremos a prestação de contas através de investigações sérias ”.

Raqqa ficou reduzida a ruínas, com enormes perdas de vidas humanas. Walsby acrescenta: "Há lições a tirar da morte de Tulip Badran, que tinha apenas um ano ou de Abu Saif, com 80 anos. Destes e de todos os outros civis de que falamos neste relatório e de todo o resto das pessoas que foram mortas em Raqqa há lições a reter".

Segundo a Amnistia Internacional foram feitos mais de 30 mil raides aéreos na cidade, 90% dos quais pela coligação internacional. A organização visitou 42 locais atingidos pelos raides aéreos na cidade em ruínas e entrevistou 112 residentes sobreviventes que perderam as famílias.

A organização fala de "violação do direito internacional humanitário" e de "potenciais crimes de guerra".

Os governos de Londres e Paris não reagiram às acusações. Em Washington, foi o coronel Sean Ryan, porta-voz da coligação, quem respondeu, classificando as informações da Amnistia Internacional como grosseiramente incorretas Ryan afirma que "a coligação e os aliados sírios oraganizaram corredores de passagem para as populações fugirem, mas os militantes do Estado Islâmico (EI) barraram a passagem e usaram as pessoas como escudos humanos".