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Cimeira Nato: Imprevisível Trump de volta à Europa

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Cimeira Nato: Imprevisível Trump de volta à Europa

Cimeira Nato:  Imprevisível Trump de volta à Europa
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Matt Dunham/Pool via REUTERS/File Photo Open in New Window Download Picture Add to Collection (Stephen Hawking) Share via Email Print Date08/07/2018 09:02 Dimensions2949 x 2176 Size840KB Edit Statusnew CategoryI Supplemental CategoryDEF DIP EUROP Fixture
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Políticos, analistas e ativistas dizem ser provável que o presidente dos EUA, Donald Trump, surja com uma atitude confrontadora na cimeira da NATO, em Bruxelas, a 11 e 12 de julho.

O presidente Trump é a personalidade mais imprevisível desta cimeira

Kristine Berzina Analista política, The German Marshall Fund of the US

Quatro dias antes da cimeira, milhares de manifestantes reuniram-se em Bruxelas, sob o lema "Trump não és bem-vindo. Façamos a paz grande outra vez".

"Não queremos que nosso dinheiro, o dinheiro dos contribuintes, seja investido em guerra ou políticas que levam a guerras. Queremos que seja investido em educação, em fundos de pensões, no combate à injustiça climática", disse, à euronews, Véronique Coteur, do Movimento Belga Paz e organizadora do protesto.

A cimeira ocorre dois meses depois de Trump ter abandonado o acordo nuclear com o Irão, defendido pelos parceiros europeus. Também causou indignação a batalha comercial com vários países, ao impôr novas tarifas sobre as importações de aço e alumínio, incluindo vindos da União Europeia.

Desde que tomou posse que o presidente dos EUA tem uma posição muito crítica sobre as contribuições financeiras dos parceiros da NATO, aos quais exige que paguem uma parte maior da conta.

"O presidente Trump é a personalidade mais imprevisível desta cimeira. Tem sido dito por muitas vozes que vai ser uma cimeira complicada, com debates difíceis. Penso que todos os líderes vêm preparados para esse cenário", explicou Kristine Berzina, analista política do German Marshall Fund of the US.

Os líderes querem intensificar o papel da NATO na luta contra o terrorismo e contra as ameaças híbridas, incluindo ataques cibernéticos. Um dos temas quentes é a relação com a Rússia, muito critica dos projetos expansionistas da NATO.

"Melhorar a mobilidade das tropas dá ao bloco novas oportunidades de ação, que é algo que preocupa a Rússia, no médio prazo. O governo russo também pode estar inquieto com o investimento em capacidade técnica que a NATO está a levar a cabo", realçou Andrey Kortunov, analista político e diretor-geral do Conselho Russo sobre Relações Internacionais.

A complexa relação entre EUA e Rússia foi alvo de uma "alfinetada" do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk: "Vale muito a pena saber quem é o amigo estratégico e quem representa um problema estratégico."

Apesar de reconhecer que apenas três Estados-membros da União Europeia gastam pelo menos 2% do PIB em defesa, Tusk enfatizou que a Europa investe muito mais do que a Rússia e e pelo menos tanto quanto a China.

O correspondente da euronews, Damon Embling, acrescentou: "Tudo o que Trump disser sobre a Rússia, em Bruxelas, será, depois, analisado na reunião, na próxima semana, com Vladimir Putin, em Helsínquia. Moscovo poderá tirar dividendos se a cimeira da NATO for desastrosa, temendo-se que possa ser, ainda, mais conflituosa do que a do G7, no mês passado".