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Google recolhe informação não autorizada

Google recolhe informação não autorizada
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A Google está a localizar os utentes dos serviços da marca, mesmo quando a opção está desligada no telemóvel.

Apesar de a empresa pedir permissão para partilhar esses dados, de acordo com uma investigação da Associated Press, as aplicações continuam a seguir os passos dos usuários, mesmo quando não têm autorização para fazê-lo.

Para Frederike Kaltheuner, especialista em privacidade de dados e privacidade internacional, falta transparência na relação com os consumidores. "Há uma discrepância entre o que as pessoas podem compreender e o que as empresas estão a fazer. E acho que o exemplo perfeito é que uma pessoa faz as suas escolhas, vai ainda mais longe e, nas preferências, decide que não quer que a sua localização seja identificada e uma empresa localiza-a. Portanto, isto ultrapassa as expectativas das pessoas". explica.

Mesmo com o histórico das localizações desativado, a Google admite que continua a identificar os sítios onde as aplicações são ligadas, de forma a melhorar os serviços de pesquisa e mapas.

A geolocalização pode ser útil para os utentes, mas é também uma ferramenta para anunciantes.O acesso ao histórico de movimentações a pé permite às marcas, desde 2014, garantir uma maior eficácia dos anúncios online. Só no ano passado, o rastreio de localização permitiu à Google um aumento de 20% da receita publicitária.