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França vai favorecer plástico reciclado e penalizar o que não for reciclado

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França vai favorecer plástico reciclado e penalizar o que não for reciclado

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Em França, a compra de produtos fabricados a partir de plástico não reciclado passará a ser penalizada, a partir de 2019.

O governo francês anunciou no domingo que o plástico que não for fabricado a partir de plástico reciclado deverá ser alvo de um imposto que poderá atingir 10% do preço final.

Na prática, as garrafas de plástico feitas com plástico reciclado serão mais baratas levando o consumidor a preferi-las, o que, por seu turno, deverá estimular as empresas a reciclar o plástico, numa lógica de economia circular.

Tal como em Portugal, em França, entre 30 a 50% do plástico termina o curto ciclo de vida em aterros.

Depois da China, a Europa é o segundo maior produtor do mundo de plástico. De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, entre 150 mil e 500 mil toneladas de objetos plásticos vão parar aos oceanos todos os anos, sem contar com os microplásticos que acabam por ser comidos pelos peixes, entrando na nossa cadeia alimentar (entre 70 mil e 130 mil toneladas de microplásticos são deitados ao mar, anualmente).

Portugal poderá implementar troca de plástico por senhas

Em Portugal, em junho, foi apresentado um relatório do grupo de trabalho sobre os plásticos intitulado "Repensar os plásticos na transição para uma economia circular".

Uma das ideias do relatório que o governo está a estudar é a instalação de unidades de recolha de plásticos em supermercados. O consumidor recebe em troca senhas de compras.

Consumidores começam a reagir

Um pouco por todo o mundo, os consumidores começam a reagir contra o desperdício de plástico descartável. A profusão de blogues sobre como viver sem plástico e diminuir o lixo, usando produtos duradouros e sustentáveis revela uma pequena mas real mudança de mentalidades.

Para chamar a atenção para o problema da poluição associada ao plástico, em vários países, grupos de pessoas organizam "plastic attacks" em supermercados, onde deixam todas as embalagens inúteis no supermercado. Portugal não é exceção.