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A visita difícil do Papa Francisco à Irlanda

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Direitos de autor  REUTERS/Hannah McKay
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Francisco publicou, esta semana, uma carta onde condenava os crimes de pedofilia e onde se mostrou arrependido e envergonhado pela forma com Igreja tem vindo a encobrir os casos, inclusive na Irlanda. Na Irlanda, pedem mais do que um pedido de perdão.

O Papa Francisco visita este fim de semana a Irlanda, numa altura conturbada da Igreja Católica.

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O Sumo Pontífice está sob pressão devido à revelação de mais casos de abuso sexual de menores praticados por padres nos Estados Unidos da América.

Francisco publicou, esta semana, uma carta onde condenava os crimes de pedofilia e onde se mostrou arrependido e envergonhado pela forma com Igreja tem vindo a encobrir os casos, inclusive na Irlanda.

Esta é uma ferida ainda em aberto naquele país. O Papa vai encontrar-se com algumas das vítimas.

Para a jornalista Pat Coyle, pedir perdão não chega: "Ver o que estava a acontecer, e eles sabem que isto está a acontecer em outros países, mas ouvi-lo novamente nessa escala da Austrália e da América, essa ferida está enraizada na psique do povo irlandês e isso traz à tona essa dor. As pessoas querem que os sobreviventes possam encontrar-se com o Papa. Elas querem que o Papa seja capaz de dizer algo realmente significativo. Não apenas perdão. Creio que as pessoas têm ouvido perdão em demasia", conclui.

A Irlanda mudou profundamente desde a última visita de um Papa, a de João Paulo II em 1979.

Segundo os últimos censos, de 2016, 78% da população de cinco milhões diz ser católica, no entanto a influência da Igreja na sociedade tem vindo a diminuir, em parte devido aos escândalos de pedofilia, ocorridos entre 1975 e 2004, e à evolução dos costumes no país, como a legalização do aborto ou do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Se João Paulo II foi recebido com Júbilo, Francisco será recebido com menos entusiasmo.

"Não quero o Papa aqui a fingir que ele está aqui para o bem e não está. Ele não está a encontrar-se com as pessoas que a Igreja dele magoou. Não está a reconhecer nada", afirma uma irlandesa.

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