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Irlanda despede-se do Papa Francisco com manifestações e críticas

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Irlanda despede-se do Papa Francisco com manifestações e críticas

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Acusações de proteção a pederastas, manifestações por ignorar as mortes de crianças numa instituição da Igreja para mães solteiras em Choom e exigências de uma conduta limpa da Igreja na Irlanda.

Todos estes protestos acompanharam o segundo e último dia de visita do Papa Francisco a terras irlandesas, a primeira de um líder da Igreja Católica nos últimos 39 anos.

Porém, muitos fizeram questão de dar voz ao seu descontentamento com a postura e as palavras do Sumo Pontífice nesta visita e mostraram não guardar saudades.

"Acho que foi uma desculpa vazia dele (Papa Francisco). Não creio que, à luz do que é hoje em dia, particularmente, que ele soubesse bastante sobre os vários cardeais que estavam sujeitos a abusos. Eu acho que foi um pedido de desculpas vazio", afirmou Elaine Murphy, uma das muitas pessoas que participou numa das ações de protesto contra a visita do Papa.

Uma visão que foi secundada por outra manifestante, Maggie Lawler: "Acho que desculpas não vão longe o suficiente e é preciso haver uma responsabilização. As pessoas precisam de responder às perguntas, de assumir e serem responsáveis pelas suas ações e por tudo o que aconteceu aqui."

Francisco visitou o santuário de Knock, mas a agenda não incluiu uma passagem por Choom, a poucos quilómetros dali.

A localidade foi o palco de uma emotiva procissão pelas crianças mortas numa instituição para mães solteiras e que foram encontradas há quatro anos numa vala comum.

Apesar dos protestos em Dublin e Knock, o Papa Francisco não deixou de voltar a pedir perdão pelos abusos sexuais cometidos por padres e apelou à reconciliação do mundo com Deus antes de regressar ao Vaticano.