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Brexit: os planos de Chequers e o ponto das negociações

Brexit: os planos de Chequers e o ponto das negociações
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Apesar de adversários nas negociações, o deputado do partido conservador britânico Jacob Rees-Mogg e o principal negociador da União Europeia para o Brexit Michel Barnier estão de acordo no seu desacordo relativamente aos Planos de Chequers para o brexit.

Ambos tinham já lançado duras críticas aos planos de Theresa May, mas por razões diferentes, com Rees-Mogg afirmando que estes fazem concessões excessíveis à União Europeia e com Michel Barnier declarando que um acordo comercial sobre circulação de bens é impraticável sem um acordo comercial sobre a circulação de serviços, já que tal ditaria o fim do mercado único e da União Europeia.

A chuva de críticas está a criar forte pressão sobre a primeira-ministra britânica e o seu governo, por parte tanto dos adeptos como dos oponentes do brexit, bem como por parte do mundo empresarial e grupos da sociedade civil.

Mas a primeira-ministra insiste que os seus planos são a única via para o brexit.

Em Bruxelas, representantes da União Europeia afirmam que os planos representam um passo em frente já que definem claramente os interesses do Reino Unido mas que não são o único ponto de referência para as negociações.

Apesar de existir acordo quanto à maioria das questões, existem áreas de impasse, tais como a indicação de origem geográfica de produtos ou serviços, o estatuto das futuras relaçoes entre o Reino Unido e a União Europeia e a delicada questão da fronteira irlandesa.

Theresa May terá que negociar em casa um acordo na sua coligação governamental para encontrar uma solução para a questão da fronteira da Irlanda.

Por seu lado, a União Europeia insiste na chamada solução "backstop," um mecanismo de recurso para a fronteira, sem o qual adverte que não haverá acordo nenhum.