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Juncker: O discurso do adeus

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Juncker: O discurso do adeus

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Foi o último discurso de Estado da União feito por Jean-Claude Juncker como presidente da Comissão Europeia. A meses do fim do mandato da Comissão Juncker, na sequência das eleições europeias de maio do próximo ano, o presidente fez um balanço, perante o parlamento de Estrasburgo, do que foi feito e do que está por fazer.

Nacionalismo

Começou por falar do crescimento dos nacionalismos: "Abracemos o patriotismo que não é dirigido contra os outros e rejeitemos o nacionalismo que ataca os outros, que procura culpados em vez de procurar soluções para uma melhor coexistência".

Migrantes

Perante a crise migratória, Juncker quer a criação de uma rota para a imigração legal, ao mesmo tempo que reforça as fronteiras externas. Nas palavras do presidente da comissão, há que reforçar as fronteiras sem que a Europa se transforme numa fortaleza que ignora o sofrimento dos outros: "Os Estados-membros não têm ainda a proporção certa entre a responsabilidade pela própria soberania e a necessária solidariedade entre eles. Sou e vou continuar a ser contra as fronteiras internas. Onde existem, devem ser removidas. Se permanecerem, isso é um passo atrás inaceitável na Europa".

Brexit

Juncker deixa a comissão praticamente ao mesmo tempo que o Reino Unido deixa a União Europeia. Lamenta a decisão do Brexit e diz que o Reino Unido será sempre um parceiro privilegiado para o grupo e nunca um mero país terceiro: "Quem deixa a União Europeia não pode ter a mesma posição de privilégio que um Estado-membro. Se deixa a União Europeia, deixa de fazer parte do Mercado Único, mesmo parcialmente".

Declaração de amor

Juncker deixa a Comissão depois de declarar o amor à Europa: "Há alguns anos, neste preciso local, disse que a Europa era o amor da minha vida. Amo a Europa e será assim para sempre".

Quando tiver deixado a presidência em 2019, Jucker deixa uma Europa que lida com a saída de um Estado-membro, a candidatura de vários países dos Balcãs Ocidentais, nacionalismo em alta e uma política migratória difícil de gerir... ossos duros de roer para o próximo a ocupar o lugar.