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Discurso de Juncker "sem novidades" e "desfasado"

Discurso de Juncker "sem novidades" e "desfasado"
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De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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Eurodeputados conservadores e da esquerda radical entrevistados pela euronews mostraram-se descontentes com o discurso de Jean-Claude Juncker sobre o Estado da União Europeia, quarta-feira, no parlamento Europeu. A falta de novidades e o desfasamento com a realidade foram as principais críticas.

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Nigel Farage, conhecido eurodeputado eurocético britânico, considera que Jean-Claude Juncker está desfasado da realidade, ao propor maior integração política para fazer face ao populismo que está a aumentar nalguns Estados-membros da União Europeia.

Por isso, mesmo antes do discurso do presidente da Comissão Europeia sobre o Estado da União, quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Farage deu a Juncker umas meias com a bandeira britânica.

"O que esteve em causa foi o poder e nenhum reconhecimento de que há um crescente descontentamento. Juncker pediu para sermos patriotas a nível europeu mas para não o sermos ao nível do Estado-nação", disse Farage, em entrevista à euronews.

O chefe do executivo comunitário propôs medidas para gerir a migração e promover a segurança interna, nomeadamente com o reforço da agência europeia de guarda costeira e de fronteiras.

Mas para Ryszard Legutko, eurodeputado conservador polaco, essa parte do discurso "era muito previsível, não há nada de novo".

"Algumas das propostas são apresentadas tarde demais, por exemplo a do fortalecimento das fronteiras externas. É, obviamente, uma boa ideia, mas um pouco difícil de executar", acrescentou à euronnews.

Juncker abordou, também, a necessidade de reforçar a economia, sobretudo com comércio internacional, algo que não entusiasmou Gabriele Zimmer, eurodeputada alemã e líder do grupo que agrega comunistas e esquerda radical.

"Ele só disse que "temos de ser mais fortes no mundo e de falar a uma só voz para sermos mais respeitados" e assim por diante. Mas esqueceu-se que o respeito mais importante a obter é o dos nossos próprios cidadãos", afirmou Zimmer.

Para o último ano de mandato, a Comissão Europeia liderada por Juncker estabeleceu 18 ações prioritárias.

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