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União Europeia marca cimeira sobre o Brexit para novembro

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União Europeia marca cimeira sobre o Brexit para novembro

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REUTERS/Leonhard Foeger
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O Reino Unido tem cerca de dois meses para renegociar o acordo para o Brexit, que será apreciado numa cimeira dedicada a este tema a 17-18 de novembro. A decisão foi anunciada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após uma reunião informal dos líderes da União Europeia, quinta-feira, em Salzburgo, na Áustria.

As propostas tal como foram apresentadas hoje não são aceitáveis, especialmente no campo económico

Emmanuel Macron Presidente, França

Um dos líderes a ecoar algum desencanto foi o Presidente francês, Emmanuel Macron: "As propostas tal como foram apresentadas hoje não são aceitáveis, especialmente no campo económico. Como tal, o plano de Chequers não pode ser visto como um plano para pegar ou largar ".

Antes da cimeira para assinar o acordo em novembro, o governo britânico e o negociador pelo lado da União Europeia deverão fazer um ponto da situação aos líderes europeus durante a cimeira regular de outubro, em Bruxelas.

Uma das questões mais complicadas é a fronteira do mercado único a criar na ilha da Irlanda.

"Não há nenhuma contraproposta colocada na mesa que, neste momento, realmente responda àquilo que precisamos de fazer, que respeite a integridade do Reino Unido e que respeite o resultado do referendo. Foi essa a proposta que apresentámos", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, em conferência de imprensa, prometendo trabalhar no documento o mais rapidamente possível.

Todos querem evitar o pior desenlace, mas o presidente da Comissão Europeia disse que não há razões para angústia do lado da União.

"A ausência de acordo não é a minha premissa de trabalho. Mas se isso acontecer, estaremos preparados. A Comissão Europeia preparou um plano detalhado com todos os elementos e as consequências do cenário em que não haja acordo. Não se preocupem, seja felizes não se preocupem", afirmou Jean-Claude Juncker, aos jornalistas.

Outro tema importante na cimeira informal foi a estratégia para conter a vinda de migrantes e refugiados para a Europa. Após o pico da crise migratória em 2015, a União Europeia fez um acordo com a Turquia e uma parceria com a Líbia, que contribuíram para um declínio acentuado das chegadas ao continente através do Mediterrâneo.

"Num cenário ideal, as coisas seriam como no caso do Egipto, em que os barcos com migrantes nem sequer conseguem sair da costa. Esse é o objetivo e estamos mais próximos dele do que estávamos há um ano. Há três anos essas ideias eram até condenadas como sendo posições radicais de direita, mas agora há cada vez mais países a apoiá-las", afirmou o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz.

A presidir à União Europeia, este semestre, o governo austríaco tem trabalhado em planos para aumentar a cooperação com países africanos e reforçar as fronteiras europeias. Mas o bloco comunitário continua dividido sobre a distribuição de refugiados entre os países membros e sobre como reforçar a Frontex (agência europeia de guarda costeira e de fronteiras).