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ONU: Macron promove o multilateralismo

ONU: Macron promove o multilateralismo
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Com uma postura anti-Trump, Emmanuel Macron, no encontro com a imprensa à margem da Assembleia Geral da ONU, deixou claro que quer usar o comércio como ferramenta do multilateralismo, numa estratégia alargada à União Europeia e mesmo às Nações Unidas.

Uma mensagem direta para Washington, já que a defesa do multilateralismo afetará diretamente as relações comerciais com os Estados Unidos, um dos mercados mais importantes do mundo. Macron anunciou que não assinará acordos com países não alinhados com o Acordo de Paris.

"Em questões industriais, veículos, equipamentos médicos, em muitas coisas que estamos a discutir (com os EUA), temos que encontrar soluções para podermos alcançar equilíbrio tarifário, uma regularização das regras comuns. Não é um grande tratado comercial, mas permite pacificar a situação e vai no bom sentido. E se for neutro no plano climático ou se for na direção certa, serei a favor. Mas a geração dos grandes acordos comerciais, que possam ser desfavoráveis aos nossos compromissos sobre o clima, não quero continuá-la", disse o presidente francês.

A União Europeia e os Estados Unidos declararam recentemente tréguas na guerra comercial, concordando em trabalhar juntos na eliminação das barreiras comerciais transatlânticas para muitos bens industriais e na reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Comissária Europeia para o Comércio, Cecília Malmstroem, fala-nos das conversações com Washington sobre este assunto: "A União Europeia e o resto do mundo ainda está a sofrer os efeitos das tarifas sobre o alumínio e o aço que consideramos ilegítimas e contra as normas da OMC e estamos sob a ameaça das tarifas sobre os carros mas, entretanto, estamos a tentar ver se podemos discutir sobre uma agenda positiva e isso está a acontecer, mas precisamos de conversar muito mais".

"Esta quarta-feira, enquanto os líderes mundiais discursam na Assembleia Geral da ONU, decorrerão uma séria de encontros bilaterais, particularmente sobre a crise da Síria com incidência na condição dramática dos civis em Idlib", refere a repórter da Euronews, Michela Monte.