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Primeiro-ministro macedónio destaca vitória do "sim" em referendo

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Primeiro-ministro macedónio destaca vitória do "sim" em referendo

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A participação dos macedónios no polémico referendo sobre a alteração nome do país não foi além dos 36%, de acordo com dados provisórios da Comissão Eleitoral Estatal.

Um número quase 15% abaixo do mínimo para considerar a consulta válida. Para o primeiro-ministro, Zoran Zaev, é tudo uma questão de perspetiva: "Eu sei, a oposição sabe, todos os cidadãos sabem. Não há melhor acordo com a Grécia e nem poderia haver. Não existe alternativa para a adesão da Macedónia à NATO e não podia existir. Vamos evitar brincar com o nosso futuro e com a Macedónia."

À falta de quórum, o primeiro-ministro prefere contrapor a vitória do "Sim."

Zoran Zaev terá ainda de conseguir o apoio de dois terços dos deputados no Parlamento, o que se adivinha difícil.

"Este é um grande impulso político para avançar. Vamos tentar usar este capital político para convencer a oposição. Esperamos que respondam e que assumam a parte de responsabilidade. Caso contrário teremos de avançar para eleições antecipadas", sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Antiga República Jugoslava da Macedónia, Nikola Dimitrov.

Hristijan Mickoski, o líder da aliança conservadora VMRO-DPNE, na oposição, diz que é preciso respeitar a vontade do povo: "O acordo do nome não recebeu luz verde mas antes um claro 'stop' por parte dos cidadãos. O povo da República da Macedónia, que detém esta terra, mostrou uma forte consciência democrática e patriótica."

Mickoski, que fez boicote ao referendo, diz que a aliança que representa não rejeita a adesão à NATO e UE, mas antes um acordo com a Grécia que não dá prioridade à identidade dos macedónios com a proposta de mudança de nome do país para República da Macedónia do Norte.

Fay Doulgeri, Euronews - A baixa taxa de participação deu à oposição a oportunidade de reclamar vitória. Do lado oposto, o Governo diz que o procedimento de ratificação vai avançar conforme planeado. O que é certo é que nas próximas semanas haverá desenvolvimentos políticos significativos no país.