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Lampedusa, a "Porta da Europa"

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Lampedusa, a "Porta da Europa"

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Lampedusa é conhecida como uma das “Portas da Europa”. A ilha italiana já viu centenas de milhares de pessoas a atravessar o Mediterrâneo à procura de uma vida melhor.

Há cinco anos, um barco afundou a poucos metros da ilha e 368 pessoas morreram afogadas. Foi um dos naufrágios mais mortíferos da crise dos migrantes.

Lampedusa não é o destino final para aqueles que fogem da guerra e da pobreza. É um lugar de passagem. Mas a imigração tem um impacto direto na vida dos habitantes da lha e nas suas escolhas políticas.

Emanuele Billardello afastou-se dos partidos políticos tradicionais que, na sua opinião, fracassaram como ele e com os migrantes e refugiados.

“Votei na Liga, porque Salvini diz que precisamos de mandar os migrantes embora. Os outros partidos dizem que temos de receber as pessoas que ficam aqui sem empregos, sem nada. Os que chegam de África, está bem, é justo ajudá-los. Mas é preciso dar-lhes documentos porque eles não têm nada. Espero que a Liga funcione. Acredito que vão fazer alguma coisa”.

Em Lampedusa, a Liga do Norte, de Matteo Salvini, assegurou 15% dos votos.

Angela Maraventano, senadora da Liga, diz que foi a posição do partido em assuntos como a crise dos migrantes que convenceu os eleitores.

“É inútil dizer que queremos dar as boas vindas se, depois, os tratamos como escravos. Não tenho vergonha de dizer isto. Aqueles que recebem estas pessoas estão apenas a praticar o assistencialismo. Não há projetos sérios. O melhor é não os deixar sair de África e da Líbia, porque quando chegam aqui tornam-se escravos. (...) O ano passado tínhamos empregos para oferecer. Agora tratamos os migrantes de uma forma horrível porque não temos os meios económicos para ajudar. É melhor viverem com dignidade nos seus países".

Viver com dignidade. É sem dúvida o que as pessoas procuram quando cruzam o Mediterrâneo.

Uma condição que, para já, não pode ser garantida pelos responsáveis e pelos habitantes da ilha.