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Testemunha ocular diz que autor de ataque em Querche não atuou sozinho

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Testemunha ocular diz que autor de ataque em Querche não atuou sozinho

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Ainda mal refeita do choque a cidade de Querche, na Crimeia, ensaia o regresso à normalidade.

Ao mesmo tempo multiplicam-se as homenagens às vítimas do ataque desta quarta-feira numa escola técnico-profissional que se saldou na morte de 21 pessoas, de acordo com o ministério russo da saúde.

O estudante finalista de 18 anos Vladislav Rosliakov é apontado como a face visível do ataque mas em entrevista à Euronews uma testemunha ocular disse que não atuou sozinho e que poderá ter sido usado como arma de arremesso para o filme de terror.

"Não havia apenas uma pessoa. Eram vários porque os disparos vinham de múltiplas direções. Era como se estivéssemos a ser executados. A minha amiga disse-me que quando estava a fugir se apercebeu dos corpos que tombavam no chão mesmo atrás dela", refere a testemunha ocular, que prefere não se identificar.

Imagens captadas por câmaras de videovigilância e divulgadas pela estação de televisão Ren-TV mostram Vladislav Rosliakov a comprar cartuchos de espingarda dias antes do ataque.

"Não o conhecia pessoalmente mas disseram-me que era uma pessoa tranquila, que não falava com as pessoas, que não tinha muitos amigos mas também não tinha problemas em conversar. Os amigos dizem que nunca esperavam uma coisa destas da parte dele. Custa-lhes a acreditar que fez o fez. Mas sim, podia comprar armas. Alguém lhe prometeu uma pilha de ouro e ele acreditou. Mesmo depois de se ter suicidado continuaram os disparos. Havia mais do que uma pessoa", acrescentou a testemunha ocular.

De acordo com a diretora do Politécnico, em entrevista à Reuters, Rosliakov deixou uma "bomba artesanal" na cafetaria da escola, que detonou. "Correu para o segundo andar, onde abriu todas as portas, e matou toda a gente que encontrou."

Um outro engenho explosivo foi mais tarde desarmado pela polícia, de acordo com a agência russa de notícias Tass.

Galina Polonskaya, Euronews: "Os cidadãos de Querche rumam ao memorial improvisado ao pé da escola desde as primeiras horas da manhã. Colocam flores, rezam e lamentam a morte das vítimas da tragédia."