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Brasil mais dividido que nunca

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Além da grande polarização que está a provocar na sociedade brasileira, o clima pré-eleitoral é também ocasião para revelar transformações surpreendentes: é o caso de Sara Winter, uma das fundadoras da secção brasileira do movimento feminista Femen, que é hoje uma fervente apoiante do candidato da direita populista, Jair Bolsonaro. Foi um aborto, há três anos, que a fez mudar de ideias.

"Falta autoridade ao Brasil. Os criminosos sabem que essa autoridade não existe. Os bandidos não respeitam a polícia, sabem que um polícia, no Brasil, é caçado. Há a autoridade dos juízes, mas ninguém a respeita. A corrupção compra os juízes, que soltam os criminosos", diz esta apoiante do candidato da direita.

Apesar de o candidato da esquerda, Fernando Haddad, ter ganho alguns pontos nos últimos dias, Bolsonaro lidera confortavelmente as sondagens e só uma surpresa o pode afastar do palácio do Planalto.

O que mais assusta os detratores de Bolsonaro é a apologia da ditadura. Vera Vital sabe do que fala, já que sofreu nas mãos dos torturadores do regime: "O nosso país é um país quase sem memória desses tempos, porque as políticas públicas para salvaguardar essa memória foram muito poucas", diz.

Vera é psicóloga e abriu uma clínica que atende, exclusivamente, vítimas da ditadura. Para ela, Bolsonaro não: "Ele é homofóbico, misógino, altamente preconceituoso e não se pode esperar nada de bom deste projeto político", afirma a apoiante de Fernando Haddad.

Tudo indica que o Brasil está num ponto de viragem radical.

O enviado especial da euronews ao Brasil, Héctor Estepa, conclui: "Há dois modelos antagónicos em confronto nestas eleições. O ultradireitista Bolsonaro quer aumentar as penas para os homicidas, dar mais poder à polícia e uma política de armas para todos. Quer também liberalizar a economia. Fernando Haddad, o candidato da esquerda, do partido do ex-presidente Lula da Silva, agora na prisão, quer aumentar as obras públicas, usando as reservas monetárias do país".