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Resposta a "Dieselgate" não ajudou a travar níveis de poluição

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Resposta a "Dieselgate" não ajudou a travar níveis de poluição

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Os fabricantes de automóveis não têm feito grandes progressos para dar resposta aos problemas levantados há três anos no chamado escândalo Dieselgate.

Os fabricantes de automóveis devem apostar mais nos modelos elétricos, de modo a acelerar a inovação

Connie Hedegaard Conselheira de Sustentabilidade, Volkswagen

Na altura, ficou a saber-se que várias marcas de automóveis mascararam o verdadeiro nível de emissões poluentes dos escapes.

A Cimeira do Diesel, em Bruxelas, reuniu autarcas, grupos ambientalistas e especialistas em saúde pública para discutir soluções.

"Os fabricantes de automóveis devem aproveitar a oportunidade para apostar mais nos modelos elétricos, de modo a acelerar a inovação. Afinal, o modelo de negócio tradicional está a mudar: mais do que fazer um carro é preciso boa mobilidade", disse Connie Hedegaard, do Conselho de Sustentabilidade da Volkswagen e ex-comissária para Ação Climática.

Há cada vez mais carros a diesel a circular na Europa: 43 milhões contra 29 milhões em 2015.

Os especialistas esperam que os governos e instituições europeias garantam a criação de centros independentes para efetuar testes de emissões nas ruas, em condições reais,

Mas o vice-presidente da câmara de Utrecht (Holanda), Victor Everhardt, tem outra proposta: "Talvez devêssemos pensar em mais impostos, fazendo-os refletir no preço do produto. Quem faz um produto poluente, seja no início da cadeia de produção ou como produto acabado, deve pagar mais impostos. Já um produto de melhor qualidade a nível ambiental deve pagar menos impostos. Penso que é um instrumento que podemos aplicar ao nível municipal".

Os participantes na cimeira apelam também às autoridades para porem termo à venda de veículos mais velhos e poluentes para os países mais pobres da União Europeia ou mesmo para África.

No final de outubro, a Organização Mundial de Saúde alertou que a poluição é "novo tabaco", que não escolhe ricos ou pobres, e que o simples ato de respirar mata sete milhões de pessoas por ano.