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Bolsonaro escolhe admirador de Trump para dirigir diplomacia

Bolsonaro escolhe admirador de Trump para dirigir diplomacia
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REUTERS/Adriano Machado
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Era a grande pasta que faltava atribuir no futuro governo de Jair Bolsonaro. O presidente eleito do Brasil escolheu como chefe da diplomacia o embaixador Ernesto Fraga Araújo, um admirador confesso de Donald Trump que causou polémica durante a campanha ao designar o Partido dos Trabalhadores como formação "terrorista".

O atual diretor do Departamento dos Estados Unidos, do Canadá e dos Assuntos Interamericanos já define prioridades para o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros:

"Antes de tudo, garantir que esse momento extraordinário que o Brasil está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty: uma política efetiva, uma política em função do interesse nacional, uma política de um Brasil atuante, feliz e próspero."

A nomeação de Araújo coincidiu com um momento de tensão diplomática com Cuba, que anunciou a retirada dos mais de 11.000 profissionais de saúde que enviou ao Brasil nos últimos cinco anos no âmbito do programa Mais Médicos.

Uma decisão tomada face às críticas de Bolsonaro sobre o programa humanitário, exigindo nomeadamente a realização de testes de aptidão e o pagamento integral dos salários aos médicos, quando atualmente um quarto da remuneração vai para os cofres de Havana.

Os médicos em questão atendem sobretudos comunidades desfavorecidas e remotas do Brasil, como nas favelas de São Paulo e do Rio de Janeiro e em vários pontos da Amazónia.