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Contestários buscam moção de censura a Theresa May

Contestários buscam moção de censura a Theresa May
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A porta do N° 10 de Downing Street pode fechar-se em breve para Theresa May. Essa é a vontade de pelo menos duas dezenas de deputados do Partido Conservador que já publicaram cartas a contestar a liderança da primeira-ministra e o acordo de divórcio com a União Europeia.

O objetivo é convocar uma moção de censura no interior do partido.

"Se os meus colegas estão de acordo comigo em que não é possível tolerar esta política, é tempo de reconhecer que está relacionado com Theresa May enquanto primeira-ministra. Lamentavelmente é chegado o momento de avançar com as cartas para termos uma votação e testarmos a vontade do Partido Conservador" - afirma o deputado conservador Steve Baker.

Se 15 por cento dos membros da bancada conservadora contestarem publicamente Theresa May, ou seja pelo menos 48 deputados em 315, o processo é desencadeado.

Mark Francois é um dos autores de uma das cartas:

"Infelizmente, e depois de um longo período a pensar acerca deste assunto, perdi a confiança na primeira-ministra, porque ela negociou um acordo que nos deixa com um pé dentro e outro fora da União Europeia. Portanto estaremos piores do que estamos agora,"

Mas Theresa May acredita que ultrapassará este obstáculo porque ainda conta com o apoio da maioria da bancada conservadora. Rory Stewart é um dos membros do governo que mantém a confiança na sua líder:

"Os meus colegas falam em reinventar a Grã-Bretanha como Singapura. Falam em não terem mais relações, efetivamente, com a União Europeia do que a Tailândia - pelo menos a ler o que escrevem nas suas cartas. É claro que para eles, qualquer documento que envolva qualquer tipo de compromisso, qualquer tipo de acordo que nos permita vender os nossos bens sem regulação do outro lado é inaceitável. A sua oposição era inevitável."

Na contagem de espingardas que decorre atualmente em Londres, Theresa May recebeu o apoio inesperado de Michael Gove, apesar do ministro do Ambiente ter sido um dos porta-vozes da campanha do Brexit e ser um eurocético convicto.