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Arábia Saudita queixa-se de julgamento na praça pública

Arábia Saudita queixa-se de julgamento na praça pública
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A Arábia Saudita foi declarada culpada na praça pública sem que as pessoas tivessem conhecimento dos factos. Em declarações à CNBC, Adel al-Jubeir, ministro dos negócios estrangeiros do país asiático, queixou-se ainda de falta de cooperação por parte de Ancara e defendeu a investigação que tem vindo a ser efetuada no seu país:

"Deixámos bem claro que o governo da Arábia Saudita não está envolvido e que o príncipe herdeiro também não. Tratou-se de uma operação que correu mal, com pessoas a excederem a sua autoridade e a fazer algo que não deviam ter feito. A nossa investigação está em curso e as pessoas responsáveis por este crime serão entregues à justiça. Os nossos procedimentos também serão revistos para que isto não volte a acontecer. É o que estamos a fazer."

À semelhança dos Estados Unidos, também a Arábia Saudita considera que é tempo de esquecer o assassinato de Jamal Khashoggi e seguir em frente. Os negócios falam mais alto e para al-Jubeir, nada mudou:

"Acredito que os investidores estrangeiros vão reconhecer o nosso compromisso para seguir o caminho da reforma, da abertura. Há oportunidades tremendas na Arábia Saudita que os investidores estrangeiros têm todo o interesse em aproveitar. Não vejo que isso tenha mudado."

O que mudou foi a forma como o mundo olha para a Arábia Saudita e mesmo a CIA não hesita em apontar o dedo a Mohammad bin Salman. Riade, no entanto, promete punir os responsáveis e anunciou que irá pedir a pena de morte para cinco dos suspeitos.