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Trump cancela reencontro com Putin por causa... da Ucrânia

Donald Trump e Vladimir Putin na Finlândia em julho deste ano
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REUTERS/Leonhard Foeger/Arquivo
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A não libertação dos navios e dos marinheiros ucranianos capturados pela Rússia no Mar de Azov serviu de justificação para o Presidente dos Estados Unidos suspender a cimeira bilateral como homólogo do Kremlin prevista para decorrer na Argentina.

O reencontro entre os dois Chefes de Estado foi agendado à margem do G20, a cimeira que reúne as 20 maiores economias do mundo, que vai decorrer em Buenos Aires entre sexta-feira e sábado.

"Com base no facto de que os navios e os marinheiros não foram devolvidos à Ucrânia pela Rússia, decidi ser o melhor para todas as partes envolvidas cancelar o meu encontro agendado na Argentina com o presidente Vladimir Putin. Aguardo com expetativa por uma nova importante cimeira assim que esta situação for resolvida", escreveu o presidente norte-americano nas redes sociais.

Este novo conflito diplomático e militar entre Kiev e Moscovo foi espoletado pela interceção agressiva, inclusive com recurso a tiros, de três navios ucranianos pela marinha da Rússia quando tentavam atravessar o estreito de Querche, única porta de entrada do Mar Negro para o Mar de Azov, que banha o leste da Ucrânia e parte do sudoeste da Rússia.

A Ucrânia acusa a Rússia de estar a impor um bloqueio a dois importantes portos ucranianos situados no Mar de Azov com os controlos impostos a todos os navios ucranianos que pretendem atravessar o estreito, tendo Moscovo inclusive, acusa Kyiv, já ordenado o impedimento de alguns barcos passarem.

Os navios mantém-se apresados pela Rússia e os respetivos marinheiros ucranianos estão a ser acusados de violação da fronteira russa.

Alguns meios de comunicação salientam contudo o facto de o cancelamento da reunião com Vladimir Putin ter sido estranhamente divulgado pouco depois do presidente americano se ter mostrado otimista com o reencontro com Putin.

Os meios de comunicação também relacionam o cancelamento com o mesmo dia em que Michael Cohen, o antigo advogado de Donald Trump, confessou em tribunal ter mentido ao Congresso americano no âmbito da investigação às alegadas interferências russas nas presidenciais americanas de 2016, que conduziram o Republicano a um triunfo à tangente sobre a Democrata Hillary Clinton..

Depois de já se ter declarado culpado numa investigação ao alegado financiamento ilegal da campanha do atual presidengte, Michael Cohen admitiu agora ter tentado minimizar a ligação do então candidato à Rússia através de um projeto imobiliário de Trump em Moscovo, que acabou por não se materializar.

O próprio Donald Trump acusou Cohen de ser "um homem fraco" e de estar "a mentir" pouco depois de a mais recente traição do ex-advogado ter sido conhecida.

Entretanto, em Buenos Aires, a segurança foi apertada em torno da cimeira do G20.

A Argentina mobilizou 25 mil agentes para garantir a segurança das mais de 10 mil pessoas esperadas na cidade durante a cimeira internacional e, no per´imetro em torno do edifício onde vai decorrer a cimeira, foram montados três anéis de controlo.