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Autroestradas continuam a preocupar localidades da raia

Autroestradas continuam a preocupar localidades da raia
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Várias décadas depois do "boom" das autoestradas em Portugal, que deixou algumas localidades - que eram de passagem obrigatória - isoladas e com perdas económicas graves, a questão volta a surgir.

Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro, do outro lado da fronteira, temem as repercussões da ligação entre a autoestrada que liga Aveiro a Vilar Formoso a uma espanhola. Duas vilas onde se falam idiomas diferentes mas que estão unidas em muitos aspetos:

"Podemos perder mais de 300, 400 empregos de forma direta em Fuentes de Oñoro, mais todos os empregos de Vilar Formoso. Tendo em conta que Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro são duas vilas completamente unidas, somos um só", adianta o vice-presidente da câmara municipal de Fuentes, João Luís Bravo.

"Sozinho Vilar Formoso terá cerca de 2200 habitantes mas juntando a população de Fuentes de Oñoro seremos cerca de 3500, 4000 pessoas o que é um núcleo populacional bastante importante. E este núcleo populacional, em conjunto, consegue ter restauração, piscinas, hotelaria, comércio, por separado não conseguíamos ter estes comércios todos a funcionar", explica Manuel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia da vila raiana.

Na luta pela sobrevivência o autarca espanhol defende o fim das portagens na portuguesa A25, já que em Espanha são gratuitas, para potenciar a circulação entre os dois países. Mas critica o governo espanhol por deixar as populações raianas "completamente abandonadas", acrescentando que em Portugal, o governo ainda dá alguma atenção às zonas de fronteira.