E se aliados globais, como os Estados Unidos, deixassem de oferecer serviços de pagamento na Europa? Participe no nosso inquérito.
A União Europeia enfrenta uma vulnerabilidade geopolítica porque os pagamentos digitais do dia a dia dependem fortemente de prestadores não europeus, como redes internacionais de cartões e plataformas de pagamentos online.
Esta dependência levou os responsáveis políticos europeus e os bancos a refletirem mais seriamente sobre a soberania financeira: a capacidade de manter a funcionar os sistemas financeiros essenciais em períodos de tensão política.
Uma das respostas é a "União Bancária Europeia", um projeto de política pública lançado após a crise da zona euro e visa tornar os bancos mais seguros e mais homogéneos nos países da UE participantes.
É através da supervisão comum dos principais bancos, de regras partilhadas para lidar com falências bancárias e, em teoria, de um futuro sistema europeu de proteção de depósitos que o projeto opera.
Pretende-se reduzir a ligação entre bancos e governos nacionais, para que as crises bancárias sejam geridas a nível europeu em vez de se transformarem em emergências nacionais.
Outra resposta, mais recente, é o "Wero", uma iniciativa privada liderada por bancos europeus para criar um sistema de pagamentos digitais desenvolvido na Europa.
O "Wero" permitirá aos consumidores enviar dinheiro, pagar em lojas e fazer compras online através de uma única plataforma europeia, em vez de dependerem de sistemas de cartões ou aplicações de pagamento estrangeiros.
Poderão estes esforços ajudar a UE a tornar-se mais integrada e menos dependente de terceiros no setor financeiro?
O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a preencher. Os resultados serão destacados em toda a UE, com ampla cobertura em vídeos, artigos e newsletters, e ajudarão a orientar o nosso trabalho jornalístico à medida que exploramos como a Europa pode garantir o seu lugar na era da inteligência artificial.