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Ex-ministro morre na prisão com Maduro focado além-fronteiras

Nélson Martinez numa foto registada em maio de 2017
Nélson Martinez numa foto registada em maio de 2017 -
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REUTERS/Leonhard Foeger/Arquivo
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Morreu sob custódia estatal Nelson Martinez, antigo ministro do Petróleo da Venezuela e ex-presidente da empresa petrolífera estatal venezuelana (PDVSA).

Martinez foi detido no final do ano passado, implicado num caso de corrupção no setor petrolífero, e agora, através das redes sociais, o antigo vice-presidente venezuelano Rafael Ramirez responsabilizou o atual presidente Nicolás Maduro pela morte do antigo homem forte do petróleo, denunciado supostos maus-tratos na prisão.

"Acaba de morrer Nelson Martínez, ex-ministro do Petróleo e presidente da PDVSA. Sequestrado e maltratado durante um ano por ordens de Madur, que sabia da sua doença crónica. Humilharam-no e negaram-lhe o direito à defesa e à vida. Maduro, tu és o responsável", escreveu no Twitter o antigo chefe da diplomacia Venezuela e ex-representante do país nas Nações Unidas.

Alheio por enquanto a essas acusações, Maduro falou quarta-feira ao país, focando-se nos rivais além-fronteiras, nomeadamente na alegada ameaça do futuro vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, de uma invasão militar contra a Venezuela.

"Ninguém no Brasil deseja que o governo eleito de Jair Bolsonaro se lance numa aventura militar contra o governo venezuelano", começou por dizer Maduro, descrevendo depois o futuro "vice" de Bolsonaro como "louco" e "cobarde".

Sobre os Estados Unidos, o sucessor de Hugo Chavez sublinhou a nomeação "do senhor John Bolton, outra vez, como chefe do plano de conspiração para encher de violência a Venezuela e para desenvolver uma intervenção militar estrangeira, um golpe de Estado, e assassinar o presidente Maduro para impor o que dizem ser um conselho de governação transitório."

As acusações de Maduro contra o Brasil e os Estados Unidos surgem numa altura em que um dos mais fortes aliados de Caracas, a Rússia, tem na Venezuela alguns bombardeiros, mas apenas para exercícios militares, terá garantido o Kremlin à Casa Branca.