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Mahmoud, o último artesão de sapatilhas de balé do Egipto

Mahmoud, o último artesão de sapatilhas de balé do Egipto
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De  Ana Serapicos
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Sapateiro há 50 anos, consegue sobreviver com as exportações que faz para a Europa

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Não há Balé sem um boa sapatilha e, para muitas bailarinas, encontrar uma sapatilha de qualidade é um dos desafios da arte.

Os preços mais acessíveis são os do mercado chinês, e acabam por amaeaçar o negócio artesanal. Mas há quem sobreviva. Mahmoud Saleh é o último sapateiro da área. Com 50 anos de experiência, sobrevive porque exporta para a Itália e para a Alemanha.

Mahmoud acredita que segredo da bailarina está nos pés.

"Se a sapatilha estiver gasta e a dançarina subir ao palco e algo de errado acontecer com as sapatilhas durante o espetáculo, o pofissionalismo da bailarina pode ficar comprometido, mesmo que ela seja a melhor bailarina da companhia.", conta Mahomoud, com orgulho no que faz.

As sapatilhas têm mais importância do que aquilo que se pensa e não é só Mahmoud que acredita nisso.

Samah Abbas, professora de balé numa escola do Egito, admite que as sapatilhas são um assunto sensível ao bailarino. 

"Usar sapatilhas de balé é muito difícil, pode magoar os pés. Só quem ama isto é que suporta a dor.", disse. "Já tive bailarinos que desistiram ao fim de três anos de treino por causa das sapatilhas.", concluiu Samah Abbas.

A escolha entre o artesanal e a produção de massas que pode fazer a diferença quando se sobe ao palco.

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