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Os novos materiais de construção e a arquitetura do futuro na Europa

Os novos materiais de construção e a arquitetura do futuro na Europa
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Um projeto de investigação europeu dedicado aos materiais de construção do futuro levou à organização de uma exposição sobre o futuro da Arquitetura.

As obras expostas em Copenhaga, na Dinamarca, foram concebidas por quinze investigadores europeus que utilizaram as mais recentes ferramentas digitais para explorar novos caminhos na área da Arquitetura e do Design.

Os desafios do crescimento da população mundial

Com o crescimento da população mundial, será necessário construir mais habitações. O desafio é fazê-lo sem consumir demasiados recursos e de forma sustentável. Os cientistas europeus imaginaram novos materiais e novas formas de usar os materiais tradicionais.

"O desempenho do material é melhor apesar de ser muito pequeno, comprido e fino. Por exemplo, a força do material é cinco vezes superior à de uma estrutura normal em aço apesar de ser cinco vezes mais leve", explicou James Solly, engenheiro de estruturas da Universidade de Estugarda.

Alguns investigadores trabalharam como materiais elásticos capazes de se deformar e de produzir e armazenar energia.

"É como uma régua de metal. Quando se dobra, a energia é conservada e quando se desdobra a energia é libertada. Com este sistema, só é preciso despender energia numa direção. Noutros sistemas cinéticos or sistemas com corpos rígidos é sempre preciso gastar energia para fechar e para abrir. Este sistema tem o potencial para armazenar energia numa direção e recolher e reutilizar energia na outra", contou Saman Saffarian, Designer da Universidade de Estugarda.

A madeira vista de outra forma

Os cientistas usaram o laser, scanners e tecnologias 3D para estudar a geometria e a morfologia da madeira.

"Podemos construir edifícios complexos, de grandes dimensões e robustos a partir de madeira lamelada colada. O problema é que por ser um material biológico vivo, a madeira tem um comportamento específico. Quando se dobra pode saltar para trás. É preciso registar esses comportamentos porque se não podemos produzir de forma precisa as coisas tornam-se rapidamente mais difíceis e mais caras. Graças à impressão 3D, podemos aproximar-nos da natureza do material e da forma como se comporta quando o processamos", explicou Tom Svilans, arquiteto do Centro de Tecnologias de Informação e Arquitetura da Dinamarca.

A exposição foi organizada no âmbito de um projeto europeu sobre a construção do futuro, numa perspetiva de sustentabilidade económica e ambiental.

"Construir de forma inteligente com menos implica uma otimização ao nível dos materiais e um uso mais inteligente dos materiais. Significa que podemos construir de forma mais leve. Mais leve não significa apenas menos materiais, como um pequeno pedaço de madeira, mas também mais leve do ponto de vista do transporte, menos peso e menos impacto ambiental. São paradigmas necessários para o futuro", disse Mette Ramsgaard, arquiteta do Centro de Tecnologias de Informação e Arquitetura da Dinamarca.

Segundo os investigadores, as diferentes inovações apresentadas na exposição poderão ser integradas na construção num prazo de cinco anos.