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Aprender a fazer aplicações móveis em Nápoles

Aprender a fazer aplicações móveis em Nápoles
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Uma das mais antigas universidades do mundo, a Universidade Federico II, em Nápoles, é a casa em Itália da Academia de Programadores (Developers Academy, no original) para aplicações no universo iOS.

Desde 2016, a cada ano letivo 400 estudantes são selecionados para um curso de nove meses nesta academia resultante de uma parceria com a Apple e apoiada pela Política Europeia de Coesão.

O método de ensino, testemunhado por uma equipa de reportagem da Euronews para o programa "Smart Regions", aposta num sistema de desafios entre grupos rotativos de estudantes.

"O grande benefício desta metodologia de aprendizagem pelo desafio é colocar os alunos a trabalhar sobre problemas reais não só para os alunos, mas porque também são de facto problemas que existem atualmente no mundo", explicou-nos Moritz Philip Recke, um dos professores nesta academia tecnológica público-privada.

O alcance é vasto. Pode ir dos jogos, por exemplo, à medicina. O programa do curso centra-se na criação de aplicações, com base na criatividade e na cooperação, dando autonomia aos estudantes para desenvolverem as aptidões necessárias nos ofícios do futuro.

"O mecanismo adotado pela Academia baseia-se em pequenos desafios. Não existe uma perceção de vencedores e derrotados. Somos nós que elegemos os projetos de que mais gostamos, expressando as nossas motivações e critérios realísticos", conta-nos Roberta Milano, uma estudante italiana da Academia de Programadores.

Os professores encorajam os estudantes para um trabalho de equipa na resolução de problemas técnicos através de discussões de grupo.

"Apenas temos de falar entre nós. Fazemos o nosso próprio estudo e tentamos perceber o que resulta melhor para o nosso grupo, para nós mesmos e o que poderá depois resultar para a nossa aplicação", explica Louis Hon, um dos muitos estudantes não italianos nesta escola tecnológica da Universidade Federico II.

Em Nápoles, os estudantes são sobretudo italianos, mas podem ouvir-se idiomas dos quatro cantos do mundo. O objetivo da Academia é atrair também diferentes estratos sociais e não apenas programadores.

"Um aspeto em que temos insistido é o de não fazermos uma escola para 'nerds' nem para 'geeks'. Os alunos, aqui, representam uma fatia do que é hoje a Europa e o Mundo. Isto dá-nos a possibilidade de organizarmos a nossa atividade formativa de acordo com as necessidades deles existentes lá fora", sublinha Giorgio Ventre, o diretor da Academia de Programadores.

No final do curso, os alunos deverão dominar o 'design', o desenvolvimento e a configuração de uma aplicação. No entanto, o fator humano mantém-se essencial no processo de ensino.

"Tentamos propor outras atividades aos nossos alunos para que possam aprender enquanto praticam. Eles estão integrados num ambiente onde podem falhar porque nos têm a nós pedir ajuda, orientação e, desta forma, para que eles mesmos desenvolvam a sua própria forma de raciocínio", explica-nos a brasileira Francini Carvalho, também um dos docentes neste projeto público-privado.