Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

A aposta de Angola na diversificação económica

A aposta de Angola na diversificação económica
Tamanho do texto Aa Aa

Angola é um dos principais produtores mundiais de petróleo, o que pode ser uma bênção mas também uma desvantagem, dependendo dos mercados mundiais de energia. Por essa razão o país procura diversificar a economia, atraindo e cortejando o investimento estrangeiro para se expandir para outros setores.

Perto de Luanda, capital de Angola, a LP Eletrónica - um exemplo da aposta na diversificação - dispõe de uma nova fábrica para a montagem de telemóveis. Com componentes vindos da China, o processo final acontece aqui, juntando as peças, testando a performance e limpando os produtos antes do embalamento.

"Mais de 70% da população não tem dinheiro para comprar um telefone inteligente. Por isso, desenhámos um telefone para esse nicho de mercado", explicou, em entrevista à Euronews, Marco Tavares, diretor comercial da LP Eletrónica.

A empresa familiar conta com uma participação de capital privado. Mas qual a vantagem competitiva sobre os concorrentes internacionais? A resposta passa por uma taxa sobre as importações de 3% nas peças em vez dos 23% sobre os telefones totalmente montados.

"Isto permite-nos ter um preço atrativo e competir no mercado", acrescentou Marco Tavares.

A empresa, que emprega 180 angolanos, espera produzir 30 mil unidades por mês este ano, com planos para telefones inteligentes e televisores.

Agostinho Kapaia, presidente da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA) sublinhou que há mais exemplos de empresas que oferecem oportunidades para os investidores: "Se estão a pensar investir na agricultura e na indústria de processamento existem oportunidades para os negócios e, no futuro, para exportação."

Menos de duas décadas depois da guerra civil, ainda há muito a fazer no país.

"Temos de reconstruir tudo. As estradas, energia e o sistema de água", lembrou Kapaia.

Angola foi um dos celeiros de África e está a ganhar um novo fôlego. Fora de Luanda, a Fazenda Girassol vende 60 variedades de frutas e vegetais, cultivando-os ou comprando-os a outros produtores. Numa das estufas, a empresa cultiva pepinos, recorrendo a um sistema de irrigação gota-a-gota. Recorre a sensores para regular a mistura de água purificada e dos nutrientes.

"Somos diferentes porque usamos as tecnologias dos quatro cantos do mundo para termos a qualidade que o mercado precisa – não só o mercado nacional mas também o mercado internacional. O nosso primeiro objetivo é abastecer o mercado local, nacional e, à medida que vamos crescendo, abastecer também o mercado internacional", assegurou Constantino César, diretor comercial e de relações públicas da Fazenda Girassol.

A empresa emprega mais de 1100 pessoas.

Depois da limpeza e do embalamento, as colheitas seguem paras os supermercados, restaurantes ou para abastecer os serviços de catering de companhias aéreas. Também é possível fazer encomendas na Internet. Tudo pensado para mostrar a diversidade de Angola, à porta de casa.