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Angoulême, o reino dos quadradinhos

Angoulême, o reino dos quadradinhos
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De  Ricardo Figueira
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O grande prémio deste ano foi para a japonesa Rumiko Takahashi. Frank Miller foi homenageado.

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A cidade de Angoulême, na costa atlântica francesa, torna-se todos os anos, por alguns dias, na capital mundial da banda desenhada. Batman, a celebrar 80 anos, mas em grande forma, é homenageado, tal como Frank Miller, desenhador, argumentista e realizador, um dos que deram vida ao famoso herói da capa negra, em séries como "The Dark Knight returns". Miller é um dos autores mais reconhecidos de sempre da Marvel e da DC, autor também de várias histórias do Demolidor e da série "Sin City", que ele próprio levou depois ao cinema. Recebeu a "Fauve d'Or", um dos prémios honoríficos do festival.

O festival homenageia também a desenhadora francesa Bernadette Després, autora da série "Tom-Tom e Nana", através de uma exposição. Ao entrar na exposição, o visitante entra num mundio de alegria - mundo da autora, que transporta a própria personalidade calorosa e divertida para as obras: "Sinto-me muito lisonjeada, mas não sinto um falso orgulho, porque esta tem sido a minha vida, sobretudo Desde que Tom-Tom e Nana apareceram", disse a autora.

O grande prémio deste ano foi para a japonesa Rumiko Takahashi, a primeira mulher a vencê-lo desde 2002.

Angoulême é o maior encontro europeu dedicado à banda desenhada, com cerca de 1500 autores presentes, este ano. O género está a viver um bom momento, ao contrário da edição livreira em geral, que está em queda. Só no ano passado, foram vendidos 44 milhões de álbuns de BD a nível mundial. São os mangás, a BD japonesa, que mais estão a impulsionar este mercado. Em Angoulême, há um espaço só dedicado a este subgénero. Os autores presentes, esses, vêm de todo o mundo e não têm mãos a medir com os autógrafos. O festival dura até domingo.

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