Juan Guaidó: "Não é pela força que vão ganhar"

Juan Guaidó: "Não é pela força que vão ganhar"
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REUTERS/Carlos Barria
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Desde o início dos protestos na Venezuela já se registaram 35 mortos e 850 detenções. Os números, apresentados por várias Organizações Não Governamentais, são mais que suficientes para Juan Guaidó fazer um apelo ao fim da violência mas só isso não chega.

O presidente autoproclamado está bem consciente que precisa das forças armadas do seu lado para derrubar Nicolás Maduro e nesse sentido tem vindo a garantir imunidade para os soldados que desobedecerem às vozes de comando do atual regime.

Os seus apoiantes puseram mãos à obra, distribuindo cópias da Lei da Amnistia entre os soldados mas muitas dessas cópias acabaram por ser queimadas.

Juan Guaidó convocou esta segunda-feira mais duas manifestações (na quarta-feira e no sábado) e aproveitou para agradecer o apoio da União Europeia, que exigiu eleições livres a Nicolás Maduro:

"O passo que deu a Europa foi muito importante, dar um ultimato a um ditador para procurar uma solução pacífica."

O ultimato parece ter caído em saco roto, Nicolás Maduro prepara-se para a guerra. Dirigiu-se às Forças Armadas do país para lhes dizer que "ninguém respeita os fracos, os cobardes, os traidores... ninguém! Neste mundo respeitamos os bravos, os corajosos. Respeita-se o poder e temos de fazer respeitar o poder da nação venezuelana com o poder militar."

Palavras que não assustam Juan Guaidó, para o presidente autoproclamado, a estratégia do atual regime está condenada ao fracasso:

"Acreditam que a repressão ou os sequestros vão deter a mobilização. O regime está errado. Não é pela força que vão ganhar. Na verdade já perderam, já estão derrotados."