O governo e outros elementos da trégua que entrou em vigor a 10 de outubro, como o desarmamento do Hamas e o envio de uma força de segurança internacional, serão supervisionados pelo "Conselho de Paz" do presidente dos EUA, Donald Trump.
O Hamas anunciou, no domingo, que irá dissolver a sua atual administração em Gaza depois de um comité de liderança tecnocrático palestiniano assumir o controlo da região, tal como exigido pelo plano negociado com os EUA para o enclave.
O grupo militante de Gaza e a rival Autoridade Palestiniana, representante dos palestinianos reconhecido internacionalmente, não anunciaram os nomes dos tecnocratas, que não devem ter filiação política, e ainda não está claro se estes serão aprovados por Israel e pelos EUA.
O governo e outros elementos da trégua que entrou em vigor a 10 de outubro, como o desarmamento do Hamas e o envio de uma força de segurança internacional, deverão ser supervisionados pelo "Conselho da Paz", um organismo internacional presidido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Os membros do conselho ainda não são conhecidos.
Em comentários publicados no seu canal no Telegram, no domingo, o porta-voz do Hamas, Hazem Kassem, apelou à aceleração da criação do comité tecnocrático.
Trump disse que o "Conselho de Paz" irá monitorizar o comité e tratar do desarmamento do Hamas, do destacamento de uma força de segurança internacional, de novas retiradas das tropas israelitas e da reconstrução de Gaza.
Os Estados Unidos têm registado poucos progressos em qualquer uma destas frentes, embora se espere que os membros do conselho sejam anunciados esta semana.
Entretanto, o número de mortos após o cessar-fogo continuou a aumentar em Gaza, com os disparos israelitas a terem matado três palestinianos, de acordo com as autoridades hospitalares.
O cessar-fogo começou com a suspensão dos combates e a libertação dos reféns detidos em Gaza em troca de milhares de palestinianos detidos por Israel. O acordo ainda está na sua primeira fase, uma vez que continuam os esforços para recuperar os restos mortais do último refém que permanece em Gaza.
Um funcionário egípcio, que falou sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais, indicou que o Hamas estava a enviar uma delegação para conversações com funcionários do Egito, do Qatar e da Turquia sobre a passagem à segunda fase.
O funcionário egípcio disse que o Hamas se reunirá com outras fações palestinianas esta semana para finalizar a formação do comité. A delegação do Hamas será presidida pelo negociador de topo Khalil al-Hayya, acrescentou a mesma fonte.