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Oito países em crise somam 56 milhões de pessoas a passar fome

Crianças num campo de deslocados perto de Sanaa, no Iémen
Crianças num campo de deslocados perto de Sanaa, no Iémen -
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REUTERS/Khaled Abdullah
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O Iémen é o espelho mais drástico do atual mapa da fome no mundo, liderando um grupo de oito países em situação de emergência, com cerca de 16 milhões de pessoas a necessitar de alimentos, nutrientes e assistência básica.

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla original), em colaboração com o Programa Alimentar Mundial (PAM), sublinha que a relação entre conflitos e a fome se mantém "persistente", em especial em cinco dos oito países onde se concentram o maior número de pessoas a necessitar urgentemente de comida.

No Iémen, no Sudão do Sul, no Afeganistão, na República Democrática do Congo e na República Centro-africana a situação continua a agravar-se.

A melhorar estão a Síria, a Somália e a bacia do lago Chade, que banha o norte dos Camarões, o nordeste da Nigéria, o Níger e o Chade.

No total destes oito países em crise humanitária, existem 56 milhões de pessoas a precisar de alimentos e assistência vital.

A redução de conflitos em zonas, como acontece agora na Síria, é uma das razões para a melhoria no acesso a bens de subsistência básica.

No coração de África, em particular na Somália e no nordeste da Nigéria, a segurança também aumentou e isso permitiu reforçar a ajuda aos mais necessitados.

Mas a ONU teme que mais pessoas venham a ficar em risco no mundo, alertando também para os ataques que têm vindo a ser dirigidos a quem tenta ajudar.

No ano passado ficaram registadas 284 vítimas entre trabalhadores humanitários. Pelo menos 104 morreram, de acordo com a base de dados sobre segurança dos trabalhadores humanitários.

A FAO anunciou, entretanto, este domingo a assinatura de um acordo com o chefe da delegação da União Europeia em Amã, capital da Jordânia, no valor de 5,8 milhões de euros destinado a financiar projetos de segurança alimentar no Iémen, nomeadamente para monitorizar eventuais ameaças à assistência básica na região.