Agravam-se os protestos contra a corrupção no Haiti

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A corrupção e a pobreza extrema continuam a mobilizar milhares de haitianos, no terceiro dia de manifestações contra o presidente Jovenel Moïse.

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O cenário de caos em Port-au-Prince, a capital do Haiti, concentrou-se junto à residência oficial do presidente, apedrejada por dezenas de manifestantes. No terceiro dia de protestos contra Jovenel Moïse regista-se, pelo menos, um morto na sequência dos confrontos com as autoridades.

"Ele só nos mente. O povo vive na fome, na miséria. Não há comida em lado nenhum", dizia um manifestante. Outro gritava: "Isto está horrível. Não podem continuar a matar gente assim. O presidente tem de sair".

A revolta traduz-se pela pobreza extrema, por uma taxa de inflação acima dos 15% e contra a corrupção.

Um relatório do Tribunal de Contas divulgado na semana passada revelou gestão danosa e evocou a ocorrência de desvios de fundos destinados ao desenvolvimento do país.

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