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Museu Nacional otimista com recuperação

Museu Nacional otimista com recuperação
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REUTERS/Ricardo Moraes
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Cinco meses depois, ainda são profundas as marcas do enorme incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, que destruiu uma parte significativa do arquivo histórico do Brasil e de um dos mais importantes espólios da América Latina. Mas, agora, a mensagem é de otimismo e esperança.

A direção do museu abriu, pela primeira vez desde o incêndio, as portas à imprensa, que pode acompanhar o trabalho da equipa de peritos encarregue de resgatar obras e artefactos entre os escombros. Cláudia Carvalho, a arqueóloga que coordena os esforços, afirmou que "ainda é difícil estabelecer" o número total de peças , mas frisou que acreditam agora que "há uma quantidade significativa que pode ser recuperada".

Cláudia Carvalho: "Ainda não dá para dimensionar neste momento. Eu acho que a gente vai conseguir fazer isso depois de recuperar todas essas peças e começar esse inventário detalhado. Aí a gente vai conseguir bater coleção e tudo. Isso aí é um trabalho, provavelmente, para 2020."

Alexandre Kellner: "Muito em breve - até para fazer jus a essa equipa e esse trabalho fundamental que estão a fazer, para todos nós, para o nosso país - nós vamos fazer uma exposição com o material resgatado."

O diretor do museu, Alexandre Kellner, explicou também que, até ao momento, foram recuperadas nas ruínas cerca de duas mil peças completas ou fragmentos de peças.

Dezenas de antropólogos, arqueólogos e paleontólogos trabalham nove horas por dia, seis dias por semana, entre os escombros, metais retorcidos e paredes carbonizadas.

Kellner afirmou que o projeto de restauro do Museu Nacional vai arrancar em breve.