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Roma quer saber o que aconteceu à filha do embaixador da Coreia do Norte

Roma quer saber o que aconteceu à filha do embaixador da Coreia do Norte
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Roma disse esperar notícias acerca da filha do embaixador norte-coreano desaparecido desde novembro do ano passado, que terá sido raptada e levada para Pyongyang. O Governo italiano acrescentou que haveria "consequências" caso a Coreia do Norte fornecesse qualquer informação.

"Os responsáveis pelo que aconteceu irão pagar," escreveu na rede social Facebook Manilo di Stefano, do ministério italiano dos Negócios Estrangeiros.

Di Stefano acrescentou que Roma deveria ter feito mais para proteger a jovem, cujo nome não foi divulgado e que esta arrisca a ser vítima de tortura por um dos "piores regimes do mundo."

Jo Song Gil, até há pouco tempo embaixador da Coreia do Norte em funções em Itália, desapareceu no passado mês de novembro juntamente com a mulher.

Roma sem pedidos de asilo político

A informação foi avançada por um membro do parlamento da Coreia do Sul. Gil, descendente de uma famílis de diplomatas e com um bom nível de vida na Coreia do Norte, desempenhava funções desde 2015.

Entretanto, fontes diplomáticas disseram à agência Reuters que o Governo italiano não tinha qualquer informação sobre o paradeiro do embaixador Jo Song Gil nem da sua família e que não tinha sido entregue qualquer pedido de asilo político.

Outro antigo embaixador norte-coreano, que desertou para a Coreia do Sul em 2016, Thae Yong Ho, disse, numa conferência de imprensa em Seul realizada na terça-feira, que Jo Song Gil não tinha conseguido levar com ele a filha na altura em que abandonou a embaixada da Coreia do Norte em Roma.

Uma política diplomática de alto controlo

De acordo com Yong Ho, as autoridades norte-coreanas levaram de imediato a filha de Jo Song Gil para Pyongyang, onde permanece sob o controlo de agentes do Governo.

O antigo embaixador disse também que tinha sugerido ao embaixador Gil que se mudasse para a Coreia do Sul. mas que este lhe respondeu que a filha se encontrava na Coreia do Norte e que isso poderia tornar as coisas "complicadas."

Pyongyang tem como política exigir aos diplomatas que representam o país no estrangeiro que deixem pelo menos um dos filhos no país, apesar de haver exceções para aqueles que se encontrem no topo da carreira ou que se mostrem particularmente fiéis ao Governo e ao Estado.