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Jovens do VOLT querem "refundar" a União Europeia

Jovens do VOLT querem "refundar" a União Europeia
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Andrea é italiano, Colombe é francesa e Damien é alemão. Tal como milhares de jovens europeus, conheceram-se quando estudavam fora do seu país, mas em comum descobriram, também, a vontade participar ativamente na política, ao ponto de se tornarem candidatos às eleições europeias de maio. Todos na mesma lista, num novo partido com aspirações pan-europeias, explicaram à euronews, em Bruxelas.

“Más políticas deixaram-nos na situação atual e não foi só Brexit. No meu caso, como francesa, vi a ascensão de Marine le Pen e pensei que tinha chegado, efetivamente, a hora de agir para mudar as coisas. Cmcluímos rapidamente que tínhamos problemas semelhantes e que, juntos, também poderíamos ser mais ativos na política para tentar resolvê-los", disse Colombe Cahen-Salvador, co-fundadora do partido.

Esse novo partido é o VOLT, também com representação em Portugal. Os militantes dizem que a distinção esquerda/direita está fora de moda e que o importante é refundar a União Europeia. Um dos temas mais importantes é a sustentabilidade económica, diz outro co-fundador, Andrea Venzon.

“Estamos muito zangados e sabemos que temos que encontrar soluções para ter maior crescimento e produzir empregos. É algo completamente abandonado nos nossos países. Por exemplo, a única coisa de que se fala é sobre a migração e sobre dar algum apoio financeiro aos desempregados. temos noção da dimensão do problema e de que é preciso pensar como resolvê-lo à escala europeia”, explicou o jovem italiano.

Idelologicamente, o VOLT partilha interesses e propostas como vários partidos, desde os liberais, aos ecologistas e socialistas. Mas querem dar um "choque elétrico" ao eleitorado, daí a escolha do nome.

O alemão Damien Boeselager fala em défice democrático no Parlamento Europeu: “Muito simplesmente, deveríamos poder eleger diretamente os eurodeputados que vêm para este edifício e dessa assembleia sairia um governo europeu, liderado por um primeiro-ministro europeu, ou outro nome que lhe queiram dar”.

"No Parlamento Europeu estão eurodeputados que, sendo nossos representantes diretos, popõem leis. É algo muito básico, igual ao que acontece nos nossos países. Mas nós propomos maior integração, um sistema orçamental mais harmonizado. Temos de garantir que a União Europeia tem mais fundos para poder funcionar da melhor forma possível”, acrescenta Colombe Cahen-Salvador.

Para ter uma bancada no Parlamento Europeu, o VOLT tem de eleger, pelo menos, 25 eurodeputados, em sete Estados-membros. Caso contrário, os seus eleitos deverão encontrar lugar entre as bancadas já existentes ou trabalharem como independentes.