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Decathlon abandona ideia de vender hijabs

Decathlon abandona ideia de vender hijabs
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Decathlon obrigada a recuar na venda de hijabs de corrida em França. A cadeia de lojas de material desportivo já produz e comercializa em Marrocos estas malhas para cobrir a cabeça. Preparava-se agora para começar a vender em França e no resto do mundo, mas a notícia gerou uma onda de críticas que começou nas redes sociais e chegou ao governo de Macron.

A ministra francesa da Saúde declarou que preferia que os hijabs não fossem promovidos por uma marca do seu país.

Deputadas francesas de diferentes partidos juntaram-se ao coro de indignação.

Annie Sugier, Presidente da Liga Internacional dos Direitos das Mulheres, diz-se "extremamente chocada" pelo facto da Decathlon "promover um acessório que na verdade é uma limitação para o corpo da mulher, quando se devia falar de desporto, da libertação do corpo, da excelência atlética."

A Decathlon, que justificou a produção e comercialização de hijabs desportivos com a vontade de tornar o desporto "acessível para todos", disse ter sido alvo de uma vaga de insultos sem precedentes, até nas lojas físicas.

Os hijabs para a prática desportiva já são comercializados em todo o mundo por outras marcas.

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