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Theresa May endurece discurso sobre o Brexit

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De  Euronews
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A primeira-ministra britânica continua a defender a importância de cumprir os prazos acordados com Bruxelas e lembra as consequências de um adiamento

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A poucos dias de mais uma votação no parlamento britânico sobre o Brexit, Theresa May endurece o discurso e diz que se o acordo de saída for novamente chumbado o Reino Unido pode “nunca sair da União Europeia”.

Durante o discurso para trabalhadores na cidade de Grimsby, onde o “Sim” ao Brexit venceu com cerca de 70% dos votos, a primeira-ministra pediu mais um esforço a Bruxelas

“Os líderes europeus dizem-me que estão preocupados porque o tempo está a acabar e porque só temos uma oportunidade. A minha resposta é: agora é o momento de agirmos. Foi um trabalho duro durante dois anos. Trabalhámos juntos neste acordo. É um acordo abrangente que prevê uma saída ordenada da União Europeia e que estabelece uma plataforma para um relacionamento futuro ambicioso. Precisa apenas de mais um esforço, para abordar as preocupações específicas finais do nosso Parlamento".

Theresa May continua a defender a importância de cumprir os prazos acordados com Bruxelas e lembra as consequências de um adiamento.

“Se adiarmos o prazo para dar aos deputados ainda mais tempo para decidir o que vamos fazer, a União Europeia pode insistir em novas condições que não são do nosso interesse. E isso pode conduzir-nos a um Brexit que não corresponde àquele que foi votado pelas pessoas. Pode significar a continuação da liberdade de movimento. E um atraso pode levar a outra coisa - um segundo referendo sobre o Brexit”.

A hipótese de um segundo referendo foi apoiada recentemente por Jeremy Corbyn. Mas, acima de tudo, o líder dos trabalhistas defendeu que a grande prioridade é evitar um Brexit sem acordo ou prejudicial para os país.

O governo britânico precisa de uma maioria de votos no parlamento para ratificar um acordo que garanta uma saída ordenada da União Europeia.

O texto acordado com Bruxelas foi rejeitado em janeiro por uma margem de 230 votos, incluindo os de 118 deputados do partido Conservador de Theresa May.

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