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"Breves de Bruxelas": Paraísos fiscais, Populismo e vítimas do terrorismo

"Breves de Bruxelas": Paraísos fiscais, Populismo e vítimas do terrorismo
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Os ministros das Finanças da União Europeia devem rever esta terça-feira a lista negra dos paraísos fiscais da UE.

Num relatório recente, a organização não-governamental Oxfam criticou Bruxelas por não agir contra as políticas fiscais de Irlanda, Luxemburgo, Malta, Holanda ou Chipre. Diz que estes países estariam na lista negra dos paraísos fiscais da União Europeia, se não tivessem uma isenção automática por serem estados-membros.

Em entrevista à Euronews, o ministro cipriota das Finanças rejeita as conclusões do relatório e lembra que a política fiscal é um direito soberano de cada estado-membro.

Este é o tema de abertura do programa "Breves de Bruxelas", que passa em revista a atualidade europeia diária. Em destaque estão, também, as seguintes notícias:

  • O principal candidato do centro-direita às eleições europeias, o alemão Manfred Weber, reúne-se esta terça-feira com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. O encontro em Budapeste é uma tentativa de resolver as divergências que deixaram Orbán à beira da expulsão do Partido Popular Europeu. Na próxima semana, o PPE decide se suspende ou expulsa Orbán e o Fidesz da família política, depois do partido húngaro ter lançado uma polémica campanha contra Bruxelas.
  • O Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, espera um "avanço populista" nas próximas eleições europeias. Numa entrevista à televisão Cnews, esta segunda-feira, Moscovici disse que as forças pró-europeias estão enfraquecidas e não trabalham juntas e que isso deverá resultar numa vitória populista. O ex-ministro francês também excluiu o apoio ao seu partido socialista. Considera que não tem uma estratégia clara e que está a fazer uma campanha que não chega aos eleitores.
  • A Comissão Europeia assinalou o décimo quinto Dia Europeu em Memória das Vítimas do Terrorismo. Associações, vítimas e socorristas partilharam histórias e experiências com representantes da União e dos Estados-Membros. O Dia Europeu em Memória das vítimas do terrorismo foi estabelecido depois dos atentados de Madrid, em 2004. Bruxelas criou um sistema de compensação que protege as vítimas de terrorismo em toda a Europa.