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"Sinto-me, também, muito parte da Europa" - Nuno Gomes

 "Sinto-me, também, muito parte da Europa" - Nuno Gomes
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A Euronews está a percorrer a Europa para medir o espírito dos cidadãos da União Europeia antes das eleições de maio. Em Portugal, a jornalista Anelise Borges entrevistou o antigo jogador de futebol Nuno Gomes...

Anelise Borges: É um homem muito realizado, um dos maiores futebolistas de Portugal, um símbolo da excelência desportiva tanto portuguesa como europeia. Sente-se mais português ou mais europeu?

Nuno Gomes: Vou ter que ser sincero. Sinto-me mais português do que europeu, mas ultimamente sinto-me também muito parte da Europa. Acho que cada vez mais tendemos a esquecer o país de que fazemos parte e a dizer que somos europeus. Tenho sentido isso ao longo dos últimos anos. Também porque tenho viajado muito e essa facilidade de circular dentro da Europa também nos faz sentir em casa noutros países.

AB: Acredita que os problemas que a Europa enfrenta, neste momento, e refiro-me à subida do populismo é culpa dos políticos? Os políticos têm de fazer mais para se aproximarem das pessoas. Vocês, as estrelas do futebol, são muito próximos das pessoas...

NG: Creio que, se calhar, se as pessoas tivessem mais a noção daquilo que os políticos fazem, talvez fossem mais condescendentes em relação aos políticos, porque, muitas vezes, a opinião que temos geral sobre os políticos e a própria política não é a realidade, não corresponde à realidade e, se calhar, se os próprios políticos se dessem mais a conhecer o seu trabalho, o seu dia-a-dia, como, se calhar, no futebol acontece, as pessoas passariam a olhar para os políticos e para a política de outra maneira.

AB: O que é que pensa que vai acontecer com a Europa nos próximos meses e anos? Acredita que caminhamos para o reforço da União Europeia ou que os países pensam que agora é cada um por si?

NG: Eu acho que a União Europeia vai continuar a crescer, vai ser forte. Não me parece ou espero que seja o que aconteça, que não haja países a querer sair, que não haja divisões, mas sim que os países possam resolver os seus problemas, se existem entre eles e que possam todos rumar para o mesmo sentido, porque todos nós tínhamos a ganhar com isso.